O orçamento das 69 universidades federais para 2026 terá um corte de R$ 488 milhões, sofrendo redução de 7,05% nos recursos. A informação foi divulgada, em nota (23/12), pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), após análise do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2026, aprovado (19/12) pelo Congresso Nacional.
A previsão inicial para o Ploa 2026 destinava R$ 6,89 bilhões para verba discricionária das instituições. Mas o valor agora aprovado foi de R$ 6,43 bilhões.
Reitores
Na avaliação da Andifes, a situação “é ainda mais grave” quanto à assistência estudantil, onde o corte é próximo a R$ 100 milhões, numa queda de 7,3%. E acrescenta que “os cortes aprovados agravam um quadro já crítico”. Caso não haja recomposição, a Associação aponta que “o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, impondo entraves à continuidade do desenvolvimento científico e, portanto, à soberania nacional”. A nota, na íntegra, consta no site.
Pós-Graduandos
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), também em nota no dia 23/12, manifesta profunda preocupação e repúdio aos cortes do Congresso, que atingem diretamente Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e as universidades federais. “Em cenário internacional marcado por disputas tecnológicas, produtivas e geopolíticas, a ciência é elemento central da soberania nacional, e fragilizar seu financiamento significa comprometer o futuro do desenvolvimento econômico, social e estratégico do Brasil”.
Ensino e Pesquisa
O corte orçamentário que afetará as universidades federais em 2026 deve ter novo capítulo, a partir do enfrentamento previsto pelas entidades de ensino, pesquisa e ciência no Brasil.
Diante do cenário, a ANPG reafirma que “fortalecer a ciência é fortalecer a soberania nacional”, e que o momento exige que o Estado brasileiro garanta direitos aos pós-graduandos, incluindo reajuste; ampliação de bolsas aos que produzem ciência no país; e construção de política de previdência que assegure dignidade e proteção social aos pesquisadores em formação.
Destaca, ainda, que seguirá mobilizada para reverter os cortes; garantir suplementação orçamentária urgente, assegurando as bolsas em 2026; e defender projeto nacional que tenha ciência, Educação e jovens cientistas no centro do desenvolvimento.