Embora o governo do Estado tenha anunciado nessa quinta-feira a abertura de uma mesa de negociação com o Sindicato dos Professores (Cpers), a categoria mantém a organização de sinetaços nas escolas, nesta sexta-feira. Conforme a entidade, apesar da divulgação de uma nota à imprensa, a Casa Civil não fez qualquer contato para marcar reunião com representantes dos professores.
A exigência de uma conversa com a presença dos secretários da Fazenda e da Educação foi apresentada pelos educadores no dia 24 de abril, quando foram recebidos no Piratini apenas pelo chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi. Caso a discussão não seja articulada ainda hoje, o Cpers promete dar início à organização de uma greve.
O objetivo da manifestação de hoje também é apoiar os professores do Paraná, que sofreram repressão policial em protesto. O sindicato convocou a categoria a apitar ou bater sinetas nas salas de aula, durante um minuto, nos horários de trocas de turno (11h, 16h30min e 21h, na maioria das escolas). Na Capital, o colégio Julio de Castilhos deve ter a maior participação dos trabalhadores. No Ernesto Dornelles, os funcionários e alunos organizam abraços simbólicos na escola, às 10h e às 15h30.
Para o Cpers, a crise financeira alegada pelo governo do Estado não é justificativa para vetar melhorias já previstas aos professores. Eles reivindicam o pagamento dos 13,01%, fixados em janeiro, e uma proposta concreta sobre como serão pagos os 34,67% devidos pelo governo anterior. Ainda, a categoria reforça que o PMDB gaúcho pode pressionar o Congresso Nacional a liberar os royalties do petróleo para a Educação. Representantes do partido alegam que o projeto ainda depende de aprovação do STF (Supremo Tribunal Federal).
Cpers promove sinetaços em escolas nesta sexta
Governo anunciou início de negociação, mas reunião ainda não foi marcada