Enquanto o governador Eduardo Leite anunciava a tão aguardada reforma no Colégio Júlio de Castilhos, do lado de fora da escola centenas de trabalhadores em Educação realizavam um protesto contra a falta de estrutura nas escolas e a exclusão do reajuste salarial de milhares de funcionários e aposentados, entre outros pontos.
A presidente do Cpers/Sindicato, Rosane Zan, cobrou do governador e da secretária de Educação, Raquel Teixeira, a abertura de uma mesa de negociação para discutir um reajuste digno para toda a categoria. “Precisamos de uma revisão geral de salários e que os 6,27% sejam estendidos a toda a categoria”, disse ela, referindo-se ao reajuste aprovado no final da tarde, na Assembleia Legislativa.
Eduardo Leite declarou que receberá o Cpers, mas alegando dificuldades financeiras, afirmou que o Estado não tem recursos para conceder reajuste para todos os educadores. Após a manifestação no Julinho, a categoria seguiu para o Palácio Piratini, onde realizou um Ato Público, e acompanhou a sessão ordinária da Assembleia que definiu o reajuste do piso do magistério em 6,27%.