Trabalhadores em Educação do município de Sapucaia do Sul realizaram manifestação diante da prefeitura, na última semana, para divulgar e expor dificuldades e demandas da categoria. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sapucaia, Mirian Mattos, revela que entre os problemas discutidos em assembleia estão: transtornos com o ponto eletrônico, que segue sem solução; salário defasado – mais de 40% abaixo do Piso Nacional do Magistério; e ensino estruturado, que tira a liberdade de planejamento do profissional;
Ainda, foram citados pelo sindicato, o engavetamento do plano de carreira dos funcionários de escola; as turmas superlotadas; a carência de profissionais para apoio a turmas de alunos com deficiência; a necessidade de Internet e materiais de suporte; e a falta de diálogo, respeito e valorização dos profissionais.
A dirigente explica que os professores não foram escutados sobre o ensino estruturado. “As aulas vêm prontas. É um sistema engessado, que tira toda a liberdade do professor planejar”. Ela também critica que o debate sobre a data-base 2024 está programado para janeiro (período de férias) e não mais em maio. “Queremos a abertura de uma mesa de negociação. Mas queremos resolução da Administração.” Mirian acrescenta que, dia 4/10, representantes da Educação e gestores da prefeitura devem se reunir, em busca de alternativas para os problemas apontados.