Mais uma vez, a consulta acadêmica para escolher a nova Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) ocorre sem garantir a paridade dos votos. Na eleição realizada na última segunda-feira, 15, professores, técnicos e estudantes apresentaram preferências distintas em relação às três chapas concorrentes. No entanto, com o peso do voto do professor valendo 70%; do servidor, 15%; e do aluno, 15%, o resultado, quase sempre, desequilibra e desagrada.
Assim, pela norma vigente, sem igualdade no peso dos votos, o pleito foi vencido pela Chapa 2, com Ilma Brum, para reitora; e Vladimir Nascimento, vice.
A paridade dos votos é reivindicação antiga da comunidade universitária. Iria ser aplicada, pela primeira vez, na consulta atual, sob apoio do Consun e das três chapas que disputam a eleição. Porém, uma decisão judicial, expedida no início deste mês, determinou a manutenção do modelo de votação por peso. Se considerada a paridade, o resultado da consulta seria distinto, e a Chapa 3, com Marcia Barbosa e Pedro Costa, sairia vencedora.
Após a divulgação do resultado eleitoral, as três chapas inscritas defenderam a consulta paritária (com igualdade de peso para os votos de todos os segmentos), em um termo de compromisso, que ainda solicita ao Consun que considere a paridade.
Na sexta-feira, o Conselho se reunirá para formar a lista tríplice, que indica a preferência do colegiado para compor a nova Reitoria da Ufrgs. É este documento oficial que será encaminhado ao presidente da República, para que nomeie o reitor. Apesar de não ter obrigação legal, o Consun e a Presidência costumam respeitar o resultado indicado pela consulta universitária. Mas ocorrem exceções, sempre seguidas de embates.
Em defesa da paridade, o sindicato dos técnico-administrativos da Ufrgs, UFCSPA e IFRS (Assufrgs) realizará manifestação na sexta-feira, às 8h, em frente à Reitoria, em Porto Alegre.