Os cerca de 30 mil alunos da Universidade Federal do RS (Ufrgs) retornaram, ontem, às atividades, em meio à paralisação dos técnicos-administrativos. A categoria, representada pela Assufrgs, reivindica 31% de reajuste salarial para repor a inflação de setembro de 2016 a dezembro de 2023. No primeiro dia de aulas, o sindicato organizou uma panfletagem nos campi Central, Saúde, do Vale e em frente à UFCSPA e IFRS. A paralisação dos servidores, no entanto, não impediu a realização das aulas.
Além da greve, o semestre letivo marca o começo das homenagens aos 90 anos da Ufrgs. Estão previstos, ao longo do ano, espetáculos de dança, apresentação de orquestra e eventos acadêmicos. A instituição também comemora o ingresso da primeira turma do curso noturno de Pedagogia, modalidade aprovada pelo Conselho da Faculdade de Educação em abril de 2023.
UFPel. Também os funcionários da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) entraram em greve, ontem. Durante a manhã o movimento foi inaugurado com um ato de mobilização e conscientização junto aos pacientes do ambulatório da Faculdade de Medicina. “Explicamos os motivos da greve e distribuímos café da manhã”, destaca a coordenadora geral da Associação dos Servidores Federais em Educação de Pelotas e Capão do Leão (Asufpel), Mara Beatriz Gomes. A universidade pelotense começa o ano letivo em 15/4.
Nacional. A greve em ambas instituições de ensino integra o movimento nacional convocado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra Sindical). A entidade está em negociação com o Governo Federal por reestruturação de carreira, recomposição das perdas inflacionárias e reposição dos orçamentos das instituições federais de ensino, dentre outras pautas dos servidores.
Em torno de 60 pessoas participaram da mobilização. Ela confirma que há um calendário de atividades que será divulgado pelas redes sociais do sindicato. “Entramos em greve por tempo indeterminado para pressionar o Governo no processo de negociação para reestruturação da carreira, recomposição das perdas salarias e ainda a reposição do orçamento das universidades”, enfatiza.