A comunidade de pescadores da Colônia Z3, em Pelotas , recebeu uma reunião do Fórum da Lagoa dos Patos. Durante o encontro ocorreu a apresentação da Escola das Marés e das Águas da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Tradicionais Extrativistas Costeiros e Marinhos (Confrem Brasil).
A iniciativa é resultado de uma mobilização de comunidades extrativistas costeiras e marinhas, construída em parceria com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), a Confrem, a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e a Universidade Estadual do Ceará (UECE). Nos Estados do Maranhão, Piauí, Bahia e Ceara são oferecidos atualmente 1.710 vagas destinadas a povos e comunidades tradicionais que vivem nas regiões costeiras e marinha em três cursos de graduação em tecnologia voltados a recursos pesqueiros, turismo e turismo comunitário.
Com a presença de representantes das universidades federais de Pelotas e Rio Grande, a Escola foi apresentada aos pescadores locais. A partir do encontro a expectativa é que oportunidades semelhantes possam ser trazidas para a região.
Para a professora da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Tatiana Walter, que integra o Laboratório MARéSS, a oportunidade de conhecer a Escola é muito importante, pois aumenta o acesso de filhos de pescadores a universidade. “Estamos muito contentes com esta possibilidade e com muitas expectativas”, disse.
A articuladora nacional da Confrem, Kátia Barros, que realizou a apresentação para a comunidade lembrou que a Escola das Marés é contextualizada na vida das pessoas que moram nos territórios de pesca. “São cursos, além de graduações pensadas para pescadores comunidades pesqueiras, através da universidade aberta do país”, observou.
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