Ensino

Escola de Porto Alegre volta a ter luz após quase quatro meses de espera

Desde outubro, EEEF Gabriela Mistral funcionava com energia elétrica em meia fase devido a tentativas de furto de fios

EEEF Gabriela Mistral, no bairro Santo Antônio, em Porto Alegre, está há meses com problemas na energia elétrica
EEEF Gabriela Mistral, no bairro Santo Antônio, em Porto Alegre, está há meses com problemas na energia elétrica Foto : Camila Cunha

Após meses de angústia para pais, professores e a comunidade escolar, a energia elétrica voltou à normalidade na Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Gabriela Mistral, bairro Santo Antônio, na Capital. Técnicos trabalham na subestação do colégio para resolver uma situação que ocorre, pelo menos, desde outubro do ano passado, quando o colégio começou a sofrer com a luz em meia fase, causado por tentativas de furtos de fios, segundo a diretora Lisiane do Amaral Miranda.

Até então, as aulas eram ministradas sob luz de geradores, e diante do calorão das últimas semanas, os ventiladores praticamente não davam conta. Inclusive o cardápio dos alunos do Ensino Integral precisou ser modificado para itens frios, pois apenas um dos quatro freezers funciona. A escola também deve receber climatização em breve, com recursos oriundos do programa Agiliza Educação.

Já em Pelotas, a EEEF Visconde de Souza Soares, localizada no bairro Fragata, aguarda há um ano a recuperação da cozinha e do refeitório, interditados desde março de 2024, quando foram incendiados durante um temporal. A informação é da deputada Sofia Cavedon, vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, que visitou a escola ontem, pela Operação Dever de Casa, uma iniciativa do seu mandato.

Segundo a parlamentar, desde o incêndio, os alunos fazem a refeição em uma sala de aula adaptada. "A alimentação tem que estar pronta, pois não tem local para seu preparo.” A direção aguarda ainda os recursos para a reconstrução do muro lateral, também afetado pelo temporal, o que isolou a área de recreação. Segundo a diretora Nívia Simone Lira Eslabão, a recuperação dos espaços ainda não foi realizada porque o recurso de manutenção da escola, cerca de R$ 27 mil, foi utilizado para recuperar a fiação elétrica e poder desinterditar a escola no início do ano letivo.