Ensino

Escolas estaduais estão fechadas, diz Cpers

Secretaria Estadual de Educação não confirma número exato de instituições que aderiram à greve

Instituto de educação está com 20% dos professores em sala de aula e apenas 3% de alunos
Instituto de educação está com 20% dos professores em sala de aula e apenas 3% de alunos Foto : André Ávila
Nem a Secretaria Estadual de Educação nem o Cpers-Sindicato tem dados precisos sobre a greve de professores deflagrada nessa terça-feira. De acordo com o sindicato, não há registro de escolas abertas nesta quarta. Já a pasta informa que os colégios estão ao menos parcialmente fechados.

Em Porto Alegre, o Colégio Estadual Júlio de Castilhos, que fica no bairro Santana, estava fechado na manhã desta quarta-feira. Os portões estavam abertos, mas segundo a diretora da escola, Fernanda Gaieski, nenhum aluno compareceu. De acordo com ela, 90% dos professores estão em greve.

Já o Instituto de Educação General Flores da Cunha, na avenida Osvaldo Aranha, está parcialmente fechado. Ao menos 20% dos professores estão trabalhando e só 3% dos alunos compareceram às aulas nesta manhã.

O governador José Ivo Sartori afirmou, no início da noite dessa terça-feira, que cortará o ponto dos servidores que aderirem a greve. Segundo ele, já que os salários estão em dia, não há motivo para paralisação. “Determinei aos secretários de Estado que presença será presença e falta será falta. O ponto será controlado porque não há motivo para paralisação”, disse.

Os professores aderiram a greve geral que foi deflagrada ontem. Caso o salário de agosto não seja depositado até o dia 31, haverá nova greve nos dias 1ª, 2 e 3 de setembro. Cerca de 30 mil servidores estaduais e federais se reuniram no início da tarde desta terça-feira no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público.

Os servidores decidiram parar as atividades por conta do parcelamento dos salários do mês de julho, anunciado pelo governo no final do mês passado, mas que foi quitado 11 dias depois. Pela manhã, outras categorias decidiram realizar paralisações nos próximos três dias, além do Cpers/Sindicato: Técnicos-Científicos (Sintergs) do Rio Grande do Sul e a Associação dos Fiscais Agropecuários (Afagro).