O reajuste médio das mensalidades de escolas particulares de Educação Básica no Rio Grande do Sul deve ficar em torno de 8,6% em 2024. O dado resulta de pesquisa, divulgada ontem pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do RS (Sinepe/RS). O levantamento da entidade teve a participação de 87, das 330 instituições de ensino associadas.
O presidente do Sinepe/RS, Oswaldo Dalpiaz, explica que o índice praticamente acompanha a projeção de custos das escolas, que também ficou em 8,6% para o próximo ano. “Quando as escolas vão fixar o valor da mensalidade, trabalham com a planilha de custos e olham para o entorno, a comunidade onde estão inseridas. Por isso, considerando o cenário atual e os últimos anos, que foram de muitas incertezas, praticamente o que as escolas estão projetando de aumento de custos é o que será repassado na mensalidade.”
Conforme o estudo, mais de dois terços das escolas consultadas terão reajuste médio entre 8% e 14%, variando conforme a instituição. Já a expectativa relativa às matrículas para 2024 indicam que 88,6% das escolas participantes esperam manter ou aumentar o número de alunos. E a média, que este ano foi de 834 estudantes por instituição, deve subir para 857, em crescimento médio de 4,2%.
Na mesma atividade de anúncio das mensalidades, o Sinepe divulgou ontem duas plataformas inovadoras criadas. Uma delas voltada a associados, imprensa e demais interessados, reunindo diversas informações sobre matrículas, instituições, cursos e resultados de avaliações do RS. A ferramenta usa como base dados do Censo da Educação e o acesso é através de contato pelo e-mail: estatistica@sinepe-rs.org.br. E a outra é o Sinepe/RS Play, com variados conteúdos sobre o que há de relevante no setor educacional, como tendências, legislações e tecnologia. O acesso é gratuito, mediante cadastro feito no site.
Custos / Investimentos
- Custos com pessoal.
- Contas públicas.
- Custos com material didático e/ou implementação do novo Ensino Médio.
- Investimentos/tecnologia.
- Custos/adequação PPCI.
- Contratação de monitores para educação inclusiva.
- Adequação ou aprimoramento de outros itens relacionados à educação inclusiva.
- Custos para adequação relativa à acessibilidade.
- Custos com segurança.
- Investimento/marketing.
- Aluguéis.
- Custos financeiros.