O levantamento anual do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do RS (Sinepe/RS) apontou um reajuste médio de 8,4% nos valores das mensalidades escolares para 2025. Conforme a entidade, a oscilação acompanha a projeção no aumento de custos das instituições, projetado em 8,5%; e considera os enfrentamentos em decorrência das enchentes, em maio, no Estado.
O estudo, que foi realizado em outubro último, teve a participação de 106 escolas associadas, em todas as regiões do RS. Destas, 67,9% esperam manter ou aumentar as matrículas, embora em percentual pequeno. Neste ano, a média de matrículas por instituição foi de cerca de 890. E a estimativa para 2025 fica em torno de 916.
O presidente do Sinepe/RS, Oswaldo Dalpiaz, explica que as instituições constroem o reajuste com base nos seus custos e investimentos, e também nas condições financeiras das famílias dos estudantes. “Ao elaborarem o valor da mensalidade, as escolas trabalham com a planilha de custos e observam o contexto no qual estão inseridas. É preciso considerar que vivemos um ano de desafios, como a enchente do mês de maio, que afetou muitas escolas”, argumenta o dirigente. “O reajuste varia, de acordo com a realidade de cada instituição de ensino. Se a escola fez investimentos, como aquisição de laboratório ou ampliação do prédio, pode ter um reajuste maior neste ano”, considera.
A definição de reajuste, de acordo com Oswaldo Dalpiaz, leva em consideração uma série de fatores, para além do percentual previsto de inflação. Conforme pesquisa do Sinepe/RS, os custos que mais impactam no orçamento das escolas são: pessoal, infraestrutura física e lógica, contratação de monitores para atendimento da educação inclusiva, investimento em tecnologia e contas públicas (como água e luz). “Percebemos que, além das contas fixas, há um alto investimento para a adaptação das escolas às novas tecnologias e formatos de ensino. Tudo isso precisa estar presente no orçamento”, justifica.