Ensino

Estudantes dão aula em escola de Porto Alegre

Oficinas de semana cultural foram desenvolvidas pelos alunos

Envolvimento dos alunos pode ser comprovado nas oficinas
Envolvimento dos alunos pode ser comprovado nas oficinas Foto : André Ávila
Imagine uma escola em que os protagonistas são os alunos. Cabe a eles a responsabilidade pela elaboração de oficinas e também o comprometimento em repassar conhecimento aos colegas mais novos. Esse formato diferenciado da tradicional aula prevista na grade curricular marca essa semana no Colégio Santa Inês, no bairro Petrópolis, em Porto Alegre.

A partir desta terça-feira e até a próxima sexta-feira, as aulas deixam de ser apenas teóricas e passam a ser totalmente práticas e realizadas de uma maneira diferente. Em cada espaço, além da sala, há uma oficina ou atividade diferente, o que faz com que a escola tenha uma rotina bem diferente. A biblioteca é ocupada por alunas decorando as capas dos tablets e, quase ao lado, estudantes participam de uma oficina sobre interpretação de textos coordenada por uma professora de ciências. Já em outro espaço, os alunos reproduziram de maneiras diferentes, por meio de desenho e maquetes, as imagens tradicionais do centro de Porto Alegre, como a praça da Matriz e a Usina do Gasômetro.

“Tentamos quebrar um pouco a rotina da grade curricular exigida pelo Ministério da Educação (MEC), dando mais espaço para os alunos interagirem. Porque não aprender física pela fotografia ou ter conhecimentos de química a partir de uma receita culinária”, questiona a diretora, irmã Celassi Dalpiaz.

Essa é a segunda edição da Semana Cultural do Colégio, que também envolve o aniversário da instituição, nesta quarta-feira, e a feira do Livro. A coordenadora pedagógica do Colégio, Maria Waleska Cruz, explicou que a expectativa foi grande entre os alunos, diante do sucesso do ano passado. “É uma maneira de colocar os estudantes como protagonistas. Quebrar paradigmas e sermos pioneiros. Eles se tornam os responsáveis, fazem, buscam, constroem, aprendem e verificam. São proativos do início ao fim”, ressaltou ela.

E o envolvimento dos alunos pode ser comprovado nas oficinas. Em uma cozinha as alunas do ensino médio ensinavam as das séries iniciais a confeccionar brinquedos com materiais reciclados. “Os estudantes têm total autonomia e desenvolvem habilidades que, às vezes, nem sabiam que teriam”, enfatizou a professora de artes, Analice Vacaro, que também coordena as atividades.