Ensino

Estudantes protestam por mais investimentos na educação

Manifestação saiu do colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre

Cerca de 70 estudantes do colégio Júlio de Castilhos percorreram as ruas de Porto Alegre
Cerca de 70 estudantes do colégio Júlio de Castilhos percorreram as ruas de Porto Alegre Foto : André Ávila
Cerca de 70 estudantes do colégio Júlio de Castilhos percorreram as ruas de Porto Alegre nesta quarta-feira para protestar com o descaso da educação no Estado. A caminhada, que começou por volta das 11h, foi da avenida João Pessoa até a 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), onde o grupo entregou uma carta de reivindicações ao coordenador Antônio Branco.

Os estudantes pedem mais investimentos na educação, contratação de professores e a não demissão dos contratados ligados às lutas sindicais. Também reclamaram dos investimentos para a Copa do Mundo, que, segundo eles, privilegia entidades privadas "enquanto a educação é deixada de lado". Os manifestantes ressaltaram que não querem que haja férias coletivas durante a competição.

O secretário estadual da Educação, José Clóvis de Azevedo, já anunciou que a rede pública do Rio Grande do Sul não irá interromper o ano letivo de 2014 no período do Mundial da Fifa. “Não vamos subverter o ano letivo em função da Copa do Mundo”, declarou. Porém, Azevedo disse que as escolas poderão liberar os alunos nos dias de jogos do Brasil. “Dependendo da situação de cada escola, os alunos poderão ser dispensados, ter períodos reduzidos ou ver o jogo no ambiente escolar, por meio de um telão”, esclareceu.

Durante a caminhada, o grupo também anunciou grande passeata e ato público contra o aumento de passagens dos ônibus marcado para o fim da tarde desta quinta-feira, quando serão esperados em torno de 6 mil estudantes e trabalhadores. O movimento Quinta-Feira Será Maior está usando as redes sociais para sensibilizar e reunir o maior número de pessoas possível. Uma série de protestos pressiona o Executivo municipal a reduzir a tarifa para R$ 2,60. No dia 25 de março, o preço subiu de R$ 2,85 para R$ 3,05.

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