Ensino

Estudo apresenta dados sobre violência nas escolas

Cpers aponta que relação com a escola é afetada; e aponta necessidade de encarar e debater o problema

Alunos durante volta às aulas.
Alunos durante volta às aulas. Foto : Alina Souza / CP Memória

O Anuário divulgado na última semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apresenta dados sobre as escolas no país. O estudo mapeou percepções de diretores escolares sobre violência e condições de segurança nas instituições.

Os pesquisadores afirmam que as ocorrências são motivadas, sobretudo, por discursos de ódio, bullying, racismo, misoginia, intolerância étnica ou religiosa e “exigem resposta pública que compreenda e considere a complexidade do fenômeno”.

Cerca de 1,7% das escolas brasileiras sofrem com tiroteios e balas perdidas oriundas de confronto entre polícia e criminosos; e 2,3% relataram casos de assédio sexual. O trabalho considera que pode parecer pouco, mas significa que milhares de alunos e de professores têm, na violência, uma das experiências mais indeléveis de suas trajetórias pessoais e profissionais, e que afetam sua relação com a escola.

Com dados do Anuário informados no site do Cpers, o sindicato dos educadores públicos do Estado aponta como inaceitável que a comunidade escolar esteja com sua segurança em risco no ambiente de ensino. Por isso, defende discussão e ações voltadas ao efetivo combate.

DADOS NO RS

Em 2021, o bullying foi sinalizado por 49,5% das escolas gaúchas. É acima da média nacional (35,7%), e o principal problema na região. Em SC são 60,2%; DF, 51,7%; e SP, 50,6%.
Outros problemas indicados pelos educadores foram: vandalismo (22,8%); grades e muros que isolam as escolas em estado impróprio (21%); condições de segurança inadequadas em entradas e saídas das instituições de ensino (19%); e discriminação (18,4%).