Professores de instituições federais de ensino decidiram manter a greve por aumento salarial e pedem a reabertura das negociações com o governo federal. Nesta segunda-feira, o governo firmou um acordo com o sindicato que representa parte da categoria.
A proposta aceita pelo Sindicato Nacional dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes) prevê reajuste em duas parcelas, sendo 9% em 2025 e 3,5% em 2026, sem aumento em 2024. Segundo o Ministério da Educação, outras entidades terão mais tempo para assinar o acordo.
Por outro lado, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) afirma que quase todas as assembleias com servidores decidiram rejeitar a proposta. A entidade alega representar 90% dos professores em universidades, institutos e centros de educação federais. Pelo menos 59 instituições continuam em greve.
Para pressionar a reabertura das negociações, o Andes convocou um ato em frente à sede do Ministério da Educação, em Brasília, para o dia 3 de junho. A entidade defende em sua contraproposta que os salários tenham um reajuste de 3,69% em agosto de 2024, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% em maio de 2026.
O sindicato também agendou uma nova rodada de assembleias entre os dias 5 e 7 de julho para avaliar os rumos da mobilização.
Além disso, o Andes questiona a legitimidade do Proifes para representar a categoria e argumenta que o acordo com o governo "afronta as decisões das bases", como declarado por Gustavo Seferian, presidente da entidade.
Por sua vez, o Proifes afirma que sindicatos federados que representam docentes de 11 universidades e institutos federais decidiram aderir à proposta, incluindo a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade Federal do Pará