A greve dos professores afetou a rotina de algumas escolas estaduais em Porto Alegre. Nos colégios Júlio de Castilhos, com cerca de dois mil alunos, e no Coronel Afonso Emílio Massot, de aproximadamente 900 alunos, no bairro Azenha, a paralisação foi total. Os portões ficaram fechados na manhã desta quarta. No Julinho, um cartaz foi colocado pelos professores com a mensagem: “Estamos em greve até sexta-feira”. No portão da escola Emílio Massot, os docentes colocaram o texto “Paralisação até sexta-feira, dia 4. Motivo: parcelamento de salário”.
Já nas escolas estaduais de Ensino Fundamental Ildefonso Gomes, no bairro Santana, e Protásio Alves, os períodos foram reduzidos (40 minutos) como forma de protesto pelo parcelamento do salário. As aulas terminaram às 10h, e os professores realizaram reuniões de avaliação do movimento. Na escola técnica Irmão Pedro, no bairro Floresta, os docentes decidiram não aderir a paralisação. No colégio Inácio Montanha, as aulas para os 1,5 mil alunos foram sem redução dos períodos, conforme a direção da escola.
Os professores da rede estadual de ensino definiram pela paralisação das atividades até sexta-feira, quando uma assembleia geral será realizada para a avaliação da greve e definição pela continuidade ou não da mobilização. A decisão do magistério gaúcho aconteceu após os servidores públicos receberem a parcela de R$ 650 na segunda-feira. Esse foi o vigésimo parcelamento da folha no Rio Grande do Sul, desde o início do governo de José Ivo Sartori. Na terça-feira, foram pagos mais R$ 450,00.
A presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, afirmou que os trabalhadores da educação querem os seus salários pagos em dia e na sua integralidade. “Trabalhamos, estudamos e buscamos nos aperfeiçoar sempre para dar o melhor aos alunos. Por outro lado, governo estadual sequer cumpre com a sua obrigação como gestor que é garantir o pagamento dos nossos salários em dia”, ressaltou.
Em nota, o governo do Estado afirmou que ao mesmo tempo em que o Executivo demonstra todos os esforços possíveis para garantir o pagamento dos servidores e concluir o processo do Regime de Recuperação Fiscal do Estado junto à União, o Cpers/Sindicato justifica o atraso nos salários como razão para anunciar uma greve que em nada contribui para solucionar os problemas do Rio Grande do Sul.
Greve dos professores altera rotina de escolas estaduais
Paralisação seguirá ao menos até a próxima sexta