Ensino

IFSul adota providências após vandalismo no Campus Sapucaia

Instituto Federal busca apoio de BM, Policia Federal, Conselho Tutelar e Ministério Público

Instituição está levantando as gravações do sistema interno de câmeras
Instituição está levantando as gravações do sistema interno de câmeras Foto : IFSul / Divulgação / CP

O ingresso de um grupo que causou vandalismo e tumulto nas dependências do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul), no Campus Sapucaia do Sul, resultou em providências acadêmicas e policiais. Na última quinta-feira (em 9/7), por volta das 15h, quatro homens ingressaram no local e, segundo nota publicada pelo Instituto, alegaram buscar um certificado de curso. No entanto, eles passaram a circular de forma irregular pelos corredores, mas assim que a situação foi identificada, os homens foram conduzidos à Direção-Geral do campus. E a Brigada Militar foi acionada para intervir na ocorrência.

Na tarde de hoje, o IFSul recebeu o Boletim de Ocorrência da Brigada Militar que consta os depoimentos do grupo. Em relatos, eles afirmam que tinham o objetivo de realizar uma fiscalização própria na instituição e que a motivação teria vindo de denúncias recebidas via redes sociais sobre cartazes expostos aos alunos, que abordavam temas como opção sexual, gênero e ideologias políticas. Os autores também afirmaram que não agrediram nem ameaçaram ninguém, se limitando a gravar vídeos e arrancar cartazes.

Em nota, o diretor-geral do IFSul em Sapucaia, Fabio Roberto Moraes Lemes, explica que “fica clara, na própria explicação dada pelo invasor, no momento do registro da ocorrência, que estes pretendiam tumultuar o ambiente escolar, e além do ato de arrancar e rasgar cartazes, estavam fazendo gravações e promovendo falas infundadas, buscando ampliar o tumulto”.

O diretor também ressalta que a instituição está levantando as gravações do sistema interno de câmeras e também recebendo depoimentos daqueles que presenciaram a situação. Com essa documentação, eles buscam formalizar a denúncia junto a Polícia Federal, e também, registrar o ocorrido no Conselho Tutelar e no Ministério Público.

Na nota, a instituição reitera que “independente de qualquer opinião de pessoas sobre temas sociais, é inadmissível que se ingresse em uma escola ou em qualquer lugar e se promova tumulto, vandalismo e exposição de pessoas, esta ação possivelmente foi um crime de ódio contra minorias e contra Educação brasileira”.

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