Ensino

Impacto da IA na Educação e trabalho docente em foco

Pesquisa aberta sobre tecnologias é para professores da Educação Básica pública

O levantamento visa reunir dados que subsidiem políticas, ações sindicais e propostas de regulação sobre o uso dessas tecnologias no ensino
O levantamento visa reunir dados que subsidiem políticas, ações sindicais e propostas de regulação sobre o uso dessas tecnologias no ensino Foto : Freepik

Uma ampla pesquisa regional para compreender como a Inteligência Artificial (IA) impacta a Educação e o trabalho docente começou a ser feita pela Internacional da Educação para a América Latina (IEAL). O levantamento, divulgado no Brasil pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), é direcionado a professores da Educação Básica pública e visa reunir dados que subsidiem políticas, ações sindicais e propostas de regulação sobre o uso dessas tecnologias no ensino.

O questionário tem 27 perguntas objetivas, que abordam desde o perfil dos docentes – como faixa etária, tempo de atuação, nível de ensino e contexto territorial – até o uso concreto de ferramentas de IA no cotidiano escolar, como ChatGPT, Gemini e outras plataformas em IA.

Tecnologias

Além de mapear o nível de familiaridade dos educadores com essas tecnologias, a pesquisa investiga como a IA é utilizada (ou poderia ser usada) na prática docente, seja para criação de conteúdos, planejamento de aulas, avaliação de produções, adaptação curricular ou apoio a estudantes com necessidades educacionais específicas. O formulário ainda analisa a percepção docente sobre o uso dessas ferramentas pelos estudantes.

O prazo para professores da rede pública da Educação Básica participarem é até 7/1. Acesso neste link.

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Condições de trabalho

A pesquisa da Internacional da Educação tem a intenção de verificar e entender se a IA é percebida como fator que agiliza tarefas, apresenta riscos ou ameaça à estabilidade laboral. E também busca levantar opiniões sobre a possibilidade de substituição do trabalho docente por sistemas automatizados.

O estudo quer aprofundar o debate sobre formação, regulação e ação sindical frente ao avanço da Inteligência Artificial na Educação. Assim, as perguntas tratam do preparo dos sindicatos para lidar com essas transformações; das principais preocupações da categoria, como vigilância laboral, precarização, lacunas digitais e ausência de regulação; e do papel que as organizações sindicais devem assumir diante desse cenário.

Na etapa final, o questionário aborda a necessidade de regulação da IA na Educação, incluindo temas como proteção de dados, direitos trabalhistas, equidade no acesso, impacto ambiental e preservação do pensamento crítico. E também são discutidos quais os atores que devem liderar esse processo regulatório: Estado, sindicatos, universidades ou instâncias multilaterais.

Ambientes Digitais

A Câmara os Deputados lançou, neste mês, o “Glossário sobre proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais”.

A ferramenta prática visa compreender e enfrentar os riscos do mundo digital. Em linguagem clara e simples, traduz termos como cyberbullying, grooming, deepfake, sextorsão e conta vinculada, entre outros.

A publicação traz orientações práticas, canais de denúncia e caminhos para situações de risco.

O material é direcionado a pais, mães, educadores, crianças, adolescentes e toda a rede de proteção. Acesso gratuito à versão digital.



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