Ensino

Instituto Cultural Floresta auxilia na recuperação de escolas atingidas pela enchente no RS

Iniciativa vem entregando materiais escolares e móveis para reequipar salas de aula, além de viabilizar a ampliação e a reforma das estruturas

Escola Clovis Rotava, no bairro Sarandi, recebe recuperação das estruturas
Escola Clovis Rotava, no bairro Sarandi, recebe recuperação das estruturas Foto : Mônica Vianna / Divulgação / CP

Com ações em andamento desde junho, o projeto "De Volta Pra Escola", do Instituto Cultural Floresta, já apoiou a reconstrução e a retomada das aulas em 36 escolas públicas ou conveniadas da Região Metropolitana de Porto Alegre. Por meio de doações de empresas privadas e parcerias com organizações sem fins lucrativos, a iniciativa vem entregando materiais escolares e móveis para reequipar salas de aula, além de viabilizar a ampliação e a reforma de estruturas danificadas pela enchente.

Até o momento, foram beneficiadas escolas de Porto Alegre, Canoas, Eldorado do Sul, Guaíba e Viamão. Também já foram identificadas escolas públicas no Vale do Taquari, que serão atendidas pelo programa, em breve.

No total, entre doadores que destinaram recursos para o De Volta Pra Escola e doações que haviam sido captadas no período mais crítico da enchente, o Floresta está investindo mais de R$ 6 milhões na recuperação de escolas.

"As escolas que estamos apoiando ocupam um papel central nas comunidades onde estão inseridas, a maioria em regiões pobres. Com as doações, conseguimos agilizar o retorno às aulas, o que é muito importante para as crianças, que podem voltar a estudar e se alimentar com mais segurança", observa o presidente do Conselho Consultivo do Floresta, Claudio Goldsztein.

Uma das instituições atendidas pelo projeto é a Escola de Educação Infantil Irmão Clóvis Rotava, no bairro Sarandi, que fica próxima ao dique. A estrutura do colégio, que atende a aproximadamente 100 crianças, foi fortemente impactada pela enchente, e boa parte das instalações ficou comprometida. Em parceria com a Arquitetos Voluntários e a Rede Calabria, ambas organizações sem fins lucrativos, projeto está custeando obras estimadas em R$ 400 mil para ampliação de salas, reforma de refeitórios e troca de revestimentos na escola.

"Como as escolas auxiliadas pelo Floresta ficam em regiões que alagaram, e infelizmente sabemos isso pode voltar a ocorrer em algum momento, nós partimos da premissa de que a reconstrução precisa levar em consideração a qualidade e a resiliência. Por isso, estamos utilizando materiais duráveis, que não se degradam com a água", explica Goldsztein.