Por determinação do Tribunal de Justiça, em resposta a uma ação movida pelo Sindicato dos Municípios de Cachoeirinha (Simca), a Prefeitura suspendeu ainda na terça-feira, as aulas da educação infantil (berçário e maternal) que haviam sido retomadas na segunda-feira. A suspensão segue até dia 17 de fevereiro, data determinada para que as crianças retornem para as instituições escolares. De acordo com o prefeito Cristian Wasem, das 15 escolas municipais, 13 delas possuem 100% de climatização, enquanto as duas aguardam a finalização da adequação elétrica pela RGE para a instalação de ar-condicionado nos próximos dias.
“Não vamos recorrer da decisão. Vamos acatar a determinação da Justiça. Entretanto, o Sindicato está prestando um desserviço ao entrar com essa ação, interferindo e prejudicando a logística das famílias que precisam deixar as crianças na escola para trabalhar com tranquilidade.” O prefeito reforçou que as escolas estão qualificadas e tem infraestrutura necessária para acolher os alunos com segurança e conforto. Conforme Wasem, essa semana seria de adaptação para os pequenos e com a realização de eventos preparatórios para motivar os professores.
A medida gerou preocupação entre as famílias, já que 1.416 crianças, de zero a três anos, deixarão de ser atendidas nas escolas da rede municipal até a próxima segunda-feira. Camila de Oliveira da Silva, que mora em Cachoeirinha e trabalha na capital, foi surpreendida ao receber uma ligação da escola solicitando que buscasse a filha de 3 anos em razão da liminar. “Não entendo. A escola tem ar-condicionado e bebedouro. Não teria motivo para cancelar as aulas. Essa determinação mexe com a família, tira a criança da rotina e sem falar que os pais precisam trabalhar.”
A coordenadora de ação sindical do Simca, Adriana Lemos, disse que existe uma morosidade da administração em proporcionar climatização adequada em todas as escolas do município, que afeta não somente as crianças, mas também os trabalhadores da educação infantil. “Entendemos que é o adequado em se fazer neste momento por conta das altas temperaturas e da circulação em um ambiente considerado insalubre. Estamos vivendo em meio a um alerta máximo de calor extremo e isso deve ser lavado em conta.”