Ensino

Mais de 400 alunos já pediram transferência de escolas em greve

Transferência visa garantir que alunos não percam ano letivo

Transferência visa garantir que alunos não percam ano letivo
Transferência visa garantir que alunos não percam ano letivo Foto : Renato Gava / Seduc / CP
Um total de 427 alunos dos Ensinos Fundamental e Médio da rede pública estadual gaúcha já pediram transferência de escolas em greve desde que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) abriu essa possibilidade. O anúncio foi feito ainda no último dia 19 de outubro, mas as transferências na prática começaram nessa terça-feira. Desse total, 265 são pedidos de transferência de estudantes do 3º ano do Ensino Médio, 121 do 9º ano do Ensino Fundamental e 41 pedidos de outras séries.

Transferência visa garantir que alunos não percam ano letivo

Entre as justificativas para o remanejo dos alunos está o fato de que aproximadamente 70 mil estudantes da rede estão às vésperas de encerrar o Ensino Médio e ingressar no Ensino Superior. A greve prejudica esse processo. Já os estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental podem ter prejuízo se, eventualmente, precisarem trocar de escola, já que não terão o certificado de conclusão.

Questionada sobre a questão do cronograma letivo, diferente para as diversas escolas gaúchas, a Pasta afirmou que vai “haver uma adaptação”. Sobre o espaço físico, que precisa ser suficiente para receber os novos estudantes até o fim da greve, a Seduc garante que serão questões “acertadas quando do encaminhamento”. Quando a greve acabar, os alunos voltarão às escolas de origem.

Adesão à greve gera controvérsia

De acordo com levantamento feito pelo governo, através das CREs, até a tarde desta quinta-feira, só 76 escolas seguiam paralisadas (2,9% do total), com outras 563 (22,1%) enfrentando greve parcial.

Já o Cpers Sindicato, que calcula a adesão a partir do número total de professores paralisados, estima que a adesão chegue a 60% do total de professores ligados ao sindicato. A greve do magistério, motivada pela falta de reajuste e do parcelamento de salários, já dura 52 dias.