Os valores das mensalidades das escolas privadas no Rio Grande do Sul deverão ficar, em média, 11,5% mais altas. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira pelo Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS), ouviu representantes de 101 instituições associadas.
Apesar do reajuste, 38,8% das instituições estimam ampliar em até 5% o número de estudantes, enquanto que 36,7% acreditam que deverão manter a mesma quantidade de alunos ou queda de até 5%. “As escolas imaginam retomar aquela linha de crescimento do ensino privado dos últimos anos, interrompida no ano passado pela crise. Essa previsão de crescimento modesto, ou mesmo o não crescimento, é um resultado do que o país vive”, diz o presidente do Sinepe/RS, Bruno Eizerik.
Segundo Eizerik, as mensalidades escolares são fixadas por cada instituição, seguindo a sua planilha de custos, investimentos previstos, e avaliação da comunidade em que está inserida. Ele ressalta que o sindicato não tem ingerência sobre esta decisão. Na pesquisa, as direções das escolas apontaram que o pagamento da folha de servidores é o custo que mais impacta no orçamento. Em média, representa dois terços dos gastos totais. O segundo maior custo indicado é a infraestrutura e, em terceiro, investimentos em tecnologia.
“Educação é um serviço, e por isso o gasto com pessoal tende a ser, mesmo, o maior custo. Mas existe a necessidade de fazer investimento constante em infraestrutura e em tecnologia, pois os equipamentos se tornam obsoletos rapidamente”, resume o presidente.
Mensalidades de escolas privadas devem ficar 11,5% mais caras no Rio Grande do Sul
Apesar do reajuste, 38,8% das instituições estimam ampliar em até 5% o número de estudantes