Ministro descarta possibilidade de adiar ou cancelar Enem
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Ministro descarta possibilidade de adiar ou cancelar Enem

Problema com falência de gráfica que imprimiria a prova foi revertida em acordo com o TCU

Por
Agência Brasil

Ministro falou em vídeo ao vivo com o presidente

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, refutou nesta quinta-feira qualquer possibilidade de adiamento ou cancelamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A gráfica responsável pela impressão das provas nos últimos dez anos, a RR Donneley, decretou falência no dia 1º de abril.  Devido aos riscos para a aplicação da prova, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, contrate a Valid S.A., gráfica, que no pregão de 2016 havia ficado atrás da RR Donnelley.

"Havia uma possibilidade, essa possibilidade foi afastada. O TCU foi muito parceiro em compreender o problema. Assim, risco de não ter Enem este ano está totalmente afastado. Para as pessoas que vão prestar as provas este ano, podem continuar estudando", disse Weintraub. 

Questões ideológicas

Weintraub também disse  que "questões ideológicas" não serão incluídas na prova e recomendou que os estudantes foquem em aspectos técnicos. "Acho que questões ideológicas muito polêmicas como no passado não vão acontecer este ano. Minha sugestão: foquem mais na técnica de escrever, interpretação de texto. Foquem muito em matemática, ciências, em realmente num aspecto que a gente quer desenvolver, o conhecimento científico, a capacidade da pessoa de desenvolver novas habilidades", disse. Wintraub não exemplificou o que seriam "questões ideológicas". 

No ano passado, ainda como presidente eleito, Bolsonaro criticou a prova do Enem realizada no dia 4 de novembro. Em uma entrevista, ele chegou classificar o exame como um “vexame” e uma “doutrinação exacerbada”. A polêmica girou em torno de uma questão que fazia referência ao dialeto usado por gays e travestis. A pergunta, no entanto, não cobrava dos estudantes o conhecimento sobre o vocabulário de gays e travestis, mas trazia um texto de apoio sobre o tema e questionava quais as características técnicas para que uma linguagem seja considerada um dialeto.