Ensino

Ministro recebe pedidos do Ensino

Final da agenda no RS envolveu encontros, ampliação federal e reivindicações educacionais

Camilo Santana esteve, pela manhã, no Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE), em Porto Alegre
Camilo Santana esteve, pela manhã, no Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE), em Porto Alegre Foto : Divulgação / Ministério da Educação / CP

O encerramento da agenda do ministro da Educação no Estado seguiu com visita a instituições de ensino, posses e definições sobre obras federais. Nos trabalhos de ontem, Camilo Santana esteve, pela manhã, no Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE), em Porto Alegre. E, à tarde, foi à Santa Maria, empossando Nídia Heringer no cargo de reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFar); e na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Com recursos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão sendo construídos dois novos campi do IFFar: em Caçapava do Sul e São Luiz Gonzaga, num investimento de R$ 25 milhões para cada unidade. As obras já estão sendo executadas, com previsão de ficarem prontas em junho de 2026. Atualmente, o IFFar possui 11 campi, oferece 196 cursos e 12.288 vagas anuais. O Instituto totaliza 19.777 alunos, 755 professores e 660 técnicos-administrativos.

Já o cenário da Educação Básica foi contemplado na programação do ministro com a visita ao IE, patrimônio educacional e cultural gaúcho. No prédio, que teve as obras de restauração entregues em 2024, Camilo conheceu as instalações, o Laboratório de Biologia e conversou com estudantes. A escola pública estadual oferece os ensinos Fundamental, Médio, de Jovens e Adultos (EJA), Técnico subsequente ao Ensino Médio e Formação em Magistério. Criada em 1869 como Escola Normal, é referência de formação educacional e docente.

Reivindicações

A presença do ministro no RS motivou também reivindicações. Sobre o IE, a vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do RS, Sofia Cavedon, encaminhou documento pedindo apoio para que o projeto original seja cumprido: de a escola ser totalmente pública e ter todos os níveis de ensino e equipamentos, como biblioteca, garantidos.

Já o Cpers, sindicato dos educadores estaduais, entregou carta de demandas da categoria ao ministro, para reforçar a luta em defesa da valorização da categoria e da escola pública.

E representantes da Assufrgs, junto a outros sindicatos, em ato público, lembraram o não cumprimento integral do acordo que encerrou a greve da categoria em 2024; e cobraram novas nomeações em Ufrgs, UFCSPA e IFRS, além de manifestarem repúdio à reforma administrativa.

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