Fascinada por Física, Letícia Mattos da Silva, 18 anos, fez o que parte dos jovens faz ao final do Ensino Médio: estudar para o ingresso numa universidade. A moradora de Canoas, no entanto, optou por buscar uma vaga nas melhores escolas do mundo. Em fevereiro e março, começaram a chegar as confirmações: tinha sido aprovada em oito universidades norte-americanas. Com altas habilidades numa matéria vista com cara feia pela maioria dos colegas, a rondoniense participou, em 2013, de aulas na Universidade de Harvard, de onde voltou decidida a cursar Física.
Entre as tantas opções acadêmicas nas quais Letícia se habilitou, a escolhida foi a Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, a 12ª melhor em Física do mundo, conforme o Academic Ranking of World Universities. Para obter este resultado, teve que se destacar nas provas, redações, histórico escolar, atividades extracurriculares, recomendações de professores e, claro, manter o foco no objetivo. A mãe, Simone, que luta contra um câncer, e o pai Edmar, são os grandes apoiadores. “Ela vai trazer orgulho para o Brasil”.
Só que para ir ao encontro do seu sonho, Letícia precisa captar valores necessários para custear o primeiro ano de graduação nos EUA – 58 mil dólares. Para não perder a vaga, lançou uma campanha, com apoio do Colégio Farroupilha, onde foi bolsista. Foi aberta uma conta bancária para arrecadar os recursos – HSBC (399), agência 1050, conta corrente 15786-73, CNPJ 92.851.922/0001-20, em nome de Associação Beneficente e Educacional de 1858. É preciso que toda a quantia seja captada até 1º de julho para que a estudante consiga iniciar as aulas com o restante da turma, em setembro. Este valor vai ser usado para pagar a anuidade da instituição, dormitório, alimentação e plano de saúde obrigatório.
Para retribuir a gentileza dos gaúchos que se mobilizam para ajudá-la, Letícia diz que, no futuro, deseja inspirar outros estudantes a seguir carreiras nas ciências puras. No curto prazo, promete criar um grupo para intercâmbio. “Nos encontros, os jovens podem criar motivação para explorar todo o seu potencial seja onde for”, conclui.
Moradora de Canoas é aprovada em oito universidades dos EUA
Jovem de 18 anos busca recursos para estudar no exterior