O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) realiza na tarde desta terça-feira o seminário “Do Currículo à Convivência”, promovido pelo Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude (Caoeij) com foco na prevenção à violência contra crianças, adolescentes e mulheres, com perspectiva de gênero e raça. Ao longo da tarde, são apresentados projetos que destacam a importância da escola e da educação na formação de uma sociedade menos violenta para o futuro.
De acordo com a promotora de Justiça, Cristiane Corrales, coordenadora do Caoeij, o objetivo do encontro é capacitar profissionais da educação e gestores públicos para o desenvolvimento de ações educativas e curriculares voltadas à prevenção da violência. Para ela, é essencial formar crianças e adolescentes da forma mais correta possível, com base nos direitos humanos, para que a sociedade do futuro seja menos violenta.
“Esses serão os nossos adultos logo em seguida. Serão os pais, maridos e companheiros. Queremos reduzir o número de violência, seja na questão do preconceito racial, seja na questão da violência de gênero. Precisamos punir o agressor, e essa é uma das missões legais do MPRS, mas precisamos também prevenir que esses fatos aconteçam. O objetivo é que, a partir das práticas apresentadas aqui, do olhar desde a educação infantil até o ensino médio, as escolas possam pensar em ações para que as próximas gerações sejam menos violentas”, afirmou.
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A promotora alerta ainda que os números altos de feminicídio registrados nos últimos meses apontam um desafio para a sociedade. “Que possamos fazer ações em conjuntos valorizando a educação e destacando a importância do profissional no desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes. Muitas vezes, as famílias não têm condições de identificar uma violência e é na escola que essas questões vêm à tona. Os profissionais precisam saber como atuar, como identificar, mas principalmente como prevenir”, completou.
O encontro do MPRS conta ao todo com quatro painéis temáticos apresentados por pesquisadores e especialistas reconhecidos na área, além de promotores de Justiça das áreas da Educação, Infância e Juventude, Direitos Humanos e Combate à Violência contra a Mulher.