Ensino

Ocupada 1ª Coordenadoria Regional de Educação em Porto Alegre

Objetivo é pressionar Casa Civil e governo do Estado por audiência

Professores querem audiência com Casa Civil e Governo do Estado
Professores querem audiência com Casa Civil e Governo do Estado Foto : Jacson Schwengber / Reprodução Facebook / CP
* Com informações de Cristiano Munari e Bibiana Borba

Um grupo de professores e funcionários de escolas ocupou na manhã desta terça-feira a 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) em Porto Alegre. O objetivo dos manifestantes é marcar uma audiência com representantes da Casa Civil ou do governo do Estado.

Na nossa avaliação, o congelamento e parcelamento de salários, caos na educação e o não repasse das verbas vão além da Secretaria de Educação”, disse a diretora do 38º núcleo do Cpers, da zona Norte de Porto Alegre, Terezinha da Silva.

O secretário de Educação do Estado, Luís Alcoba de Freitas, conversou com os manifestantes e prometeu que vai tentar marcar a audiência. Teresinha garantiu que o grupo vai permanecer no local até obter uma resposta do governo. “Estamos ocupando para negociar e só vamos sair quando tivermos uma resposta oficial, afirmou ao site do Correio do Povo.

Secretário da Educação visita escolas para entregar proposta de desocupação

O secretário Luís Alcoba de Freitas visitou quatro escolas ocupadas por estudantes em Porto Alegre na manhã desta terça-feira para entregar a proposta do governo para desocupação. O documento dá prazo de até 48 horas para que os alunos liberem os colégios a fim de que o ano letivo seja retomado. Caso contrário, o Piratini já advertiu que pretende encaminhar pedidos de reintegração de posse à Justiça.



O novo titular da pasta, empossado no lugar de Vieira da Cunha, garante que ainda está aberto a mais uma reunião de negociação antes da judicialização do caso. De forma preventiva, entidades estudantis já protocolaram uma ação para impedir a desocupação dos colégios com ordem judicial. A Justiça marcou uma audiência entre os dois lados para o início da tarde desta quarta-feira.

Dentre as propostas apresentadas aos alunos para que desocupem as escolas, está a garantia de que sejam definidos espaços específicos para que sejam mantidas as manifestações. Quanto às reivindicações por melhorias na Educação, o único avanço imediato sugerido pelo governo é a liberação de uma verba emergencial para reformas, de R$ 40 milhões, do total de R$ 230 milhões previstos para o setor em 2016. A secretaria também se compromete a priorizar o pagamento da verba mensal de autonomia financeira às escolas, ao final do mês, logo após a quitação da folha de pagamento do funcionalismo. No mês passado, o atraso nos repasses foi o estopim para o início das ocupações de colégios na Capital.