Ensino

Oferta de cursos a distância sob novas regras

Regulamentação visa qualificar estudos que crescem no país. Em 2023, foram 66,4% dos ingressantes em graduação EAD

Segundo o MEC, dos 9,9 milhões de estudantes no Ensino Superior em 2022, o Brasil registrou 4,9 milhões em EAD
Segundo o MEC, dos 9,9 milhões de estudantes no Ensino Superior em 2022, o Brasil registrou 4,9 milhões em EAD Foto : Bruno Barcelos / Especial / CP Memória

A perspectiva de um ensino a distância mais qualificado, atualizado e oferecido em condições adequadas à aprendizagem e inserção profissional foi sinalizada em maio último (em 19/5), com o decreto federal que regulamenta a Nova Política de Educação a Distância (EAD). Para o governo, trata-se de ferramenta estratégica para ampliação e acesso ao Ensino Superior no Brasil. Por isso, o documento busca aprimorar o marco regulatório e lançar as bases de uma nova e fortalecida política de EAD.

Entre as novidades, o Ministério da Educação (MEC) revela que ficam impedidos de estudos em EAD – devendo ser ministrados exclusivamente presenciais – os cursos de: Medicina, Direito, Enfermagem, Odontologia e Psicologia. Demais cursos na área de Saúde e as licenciaturas podem ser de modo presencial ou semipresencial. Carga horária e percentual de atividades presenciais ou síncronas mediadas constam no decreto.

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A Abed (Associação Brasileira de Educação à Distância), em nota, reconhece a importância do novo marco para EAD. Mas o presidente, João Mattar, indica alguns pontos divergentes.

E o reitor da Unisc e presidente do Comung (universidades comunitárias), Rafael Henn, avalia que a regulamentação leva à redução de instituições que oferecem cursos de baixa qualidade. E entende ser fundamental ocorrer rigorosa fiscalização do MEC, para garantir o cumprimento dos padrões de qualidade exigidos.