As Olimpíadas de Paris que chegam – com disputas entre 26/7 e 11/8 – mobilizam não apenas o esporte, mas também diferentes setores no mundo. No ensino, diretamente na escola, aulas e projetos pedagógicos são enriquecidos, a partir dos torneios, que incentivam alunos a aprofundar conhecimentos, seja por iniciativa própria ou explorados em diversas disciplinas escolares.
Com raízes na Grécia Antiga, os Jogos Olímpicos surgem por volta de 776 a.C, em Olímpia, como parte de festejos religiosos dedicados a deuses gregos, especialmente Zeus. E na modernidade, acontecem a partir de 1896, em Atenas. Esse ano, Paris (França) é, pela 3ª vez, sede olímpica, pois a cidade já sediou jogos em 1900, 1924 e, agora, em 2024. Serão cerca de 10,5 mil atletas, de mais de 200 países, a disputar 28 esportes olímpicos diferentes. O Brasil participa buscando superação em relação aos Jogos de Tóquio, em 2021, onde conquistou 21 medalhas (7 de ouro, 6 de prata e 8 de bronze).
Olimpíadas científicas
Em abril deste ano, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou o PL 3.650/2023, que define julho como o Mês Nacional das Olimpíadas Científicas e do Conhecimento. A proposta, do senador Astronauta Marcos Pontes, visa divulgar, popularizar e incentivar a participação dos alunos nesses eventos. Segundo o autor, oportunizam estudantes a “testarem seus conhecimentos, ao mesmo tempo em que reforçam sua paixão pela ciência e o gosto pelos estudos”. E explica que o mês escolhido se refere a 20 de julho de 1981, quando o estudante Nicolau Corção Saldanha, com 17 anos, conquistou a medalha de ouro para o Brasil na Olimpíada Internacional de Matemática, nos EUA.
Dentro do espírito olímpico, instituições de ensino públicas e privadas desenvolvem muitas atividades, torneios e desafios – físicos e cognitivos – através das Olimpíadas do Conhecimento, que envolvem estudantes, da Educação Básica à Superior, em provas escritas, práticas ou trabalhos. Sejam esportivas ou científicas, ambas valorizam a interação cultural e dão prêmios, medalhas, certificados ou viagens e participações de estudo ligadas ao aperfeiçoamento na respectiva área.
No mundo, a Matemática foi uma das primeiras a despertar interesse. Atualmente, são 13 Olimpíadas Internacionais de Ciências, nas áreas de Matemática, Física (2), Química, Informática, Astronomia (2), Geografia, Ciências da Terra, Biologia, Linguística, Filosofia e Economia. Além disso, existem olimpíadas regionais do nosso subcontinente, como as Iberoamericanas de Matemática, Física, Química e Informática; a Latinoamericana de Astronomia; e as Cone Sul e Rioplatense de Matemática. No Brasil, as Olimpíadas de Conhecimento têm-se proliferado nos últimos anos, em participantes e diversidade. A maioria foi criada a partir das suas internacionais correspondentes, sendo que as primeiras competições brasileiras também foram de Matemática. O tema se ampliou em interesse e áreas. Em 2005, foi criada a OBMEP, em Matemática, gerida pelo governo federal. No RS, atuais olimpíadas nacionais têm organizações de universidades federais, de Santa Maria (UFSM) e de Pelotas (UFPel), além da estadual do RS (Uergs).
Oportunidades
As Olimpíadas do Conhecimento, originariamente, servem para motivar alunos aos estudos e divulgar determinados assuntos. Porém, atualmente, também se tornaram uma forma de acesso ao Ensino Superior, por meio das vagas olímpicas reservadas por algumas universidades e outras instituições de ensino.
No Brasil, oferecem vagas olímpicas universidades como Unicamp, Unesp, USP, em São Paulo; ou Unifei, em Minas Gerais. São competições saudáveis, culturais e integradoras, que mais do que concorrentes, fomentam coleguismo e agregam imensos aliados, que passam a se apoiar e apaixonar ainda mais pelo saber.