Jovens de Porto Alegre, Alvorada, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Guaíba e Viamão selecionados para a segunda edição do Partiu Futuro Reconstrução iniciam as aulas na tarde desta segunda-feira. Nesta etapa, 477 aprendizes começam as atividades formativas na Capital, de um total de 1.840 participantes em 30 cidades atendidas pela Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi), por meio da tecnologia social Demà Aprendiz.
O programa é promovido pelo governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes), com o objetivo de preparar jovens em situação de vulnerabilidade social para o ingresso no mercado de trabalho. À Renapsi cabe a coordenação da formação teórica e o acompanhamento ao longo do contrato em órgãos públicos, garantindo o acesso ao primeiro emprego e geração de renda.
Alinhado ao conceito de empregos verdes, o projeto também estimula a consciência ambiental, justiça social e empoderamento econômico, preparando os participantes para atuar de forma responsável, sustentável e protagonista em seus territórios.
A iniciativa é voltada a jovens com idade entre 14 e 22 anos, egressos ou matriculados na rede pública de ensino, inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e que foram impactados pelas enchentes de maio de 2024 ou residem em municípios integrados ao Programa RS Seguro. O contrato tem duração de um ano.
Os selecionados recebem bolsa-auxílio de R$ 894,52 (50% do salário mínimo regional), para uma jornada de 20 horas semanais, e vale-alimentação de R$ 550. Aqueles que utilizarem transporte público também terão direito a vale-transporte. Além da remuneração, os aprendizes terão registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e acesso a todos os direitos garantidos por lei, como FGTS, INSS, férias e 13º salário, bem como acompanhamento psicológico, orientação jurídica, acesso à telemedicina e reforço escolar em língua portuguesa e matemática.
O programa integra o Plano Rio Grande, ação liderada pelo governador Eduardo Leite e criada para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.