Ensino

Pé-de-Meia Universitário começa em 2027 para aluno do CadÚnico

Iniciativa do governo federal também é universalizada para estudantes do ensino médio público em março

Iniciativa do governo federal também é universalizada para estudantes do ensino médio público em março
Iniciativa do governo federal também é universalizada para estudantes do ensino médio público em março Foto : Alina Souza/ CP Memória

O ministro da Educação (MEC), Leonardo Barchini, disse, nesta quarta-feira, que o Pé-de-Meia Universitário tem a implementação prevista para 2027. A nova etapa do programa será focada na permanência de estudantes do ensino superior cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e na conclusão de curso de graduação nas universidades públicas.

A ampliação do programa de incentivo aos estudantes universitários de baixa renda foi prometida pelo presidente Lula durante a campanha eleitoral de reeleição.

De acordo com o ministro da Educação, a expansão chega para atender a mudança no perfil acadêmico dos estudantes das universidades federais nos últimos 20 anos. Se antes, dois terços vinham da rede privada, atualmente, dois terços são estudantes de escolas públicas.

Para o ministro, a garantia de acesso ao ensino superior público, agora, exige o acompanhamento de políticas de permanência nos cursos. “Como esse perfil de estudante mudou, precisamos dar outro tipo de assistência para que esse estudante permaneça. Porque acessar é uma das etapas que esse estudante vence, mas permanecer é uma outra batalha igualmente difícil.”

Veja Também

Universalização do Pé-de-Meia

Após quatro anos de análises, o MEC está na fase final do desenho do Pé-de-Meia Universitário. O ministro confirmou que o programa terá a seguinte estrutura financeira prevista, a partir de 2027:

  • bolsa: R$ 700 por mês, concedida durante 10 meses ao longo do ano letivo;
  • poupança mensal: R$ 250 por mês, durante 10 meses, retidos em poupança;
  • resgate final: o universitário poderá sacar R$ 10 mil (mais correção inflacionária) ao concluir, em quatro anos, a graduação, para iniciar a vida profissional.

“A contrapartida também vai ser permanecer na universidade, concluir o curso de uma forma integral, no tempo certo, para que a gente possa de fato transformar ainda mais esse país”, explica Leonardo Barchini.