Ensino

Pesquisa do Sinepe/RS atualiza cenário escolar das particulares

Maioria está com aulas presenciais, mas algumas seguem sem previsão de retorno das atividades

Das particulares consultadas, 26% ainda não têm previsão de volta às atividades letivas
Das particulares consultadas, 26% ainda não têm previsão de volta às atividades letivas Foto : Maria José Vasconcelos / Especial / CP

Apesar da maioria das escolas particulares estarem retornando às aulas, especialmente a partir desta semana, recente estudo do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do RS (Sinepe) revela que ainda existem dificuldades a serem enfrentadas. O monitorando que vem sendo feito junto às escolas associadas objetiva verificar a situação do ensino privado em relação às enchentes no estado.

O presidente do Sinepe/RS, Oswaldo Dalpiaz, explica que 61,2% das 135 instituições que responderam ao questionário mantinham aulas normais; 29,1% ainda estavam sem aulas; 9,7% tinham atendimento parcial; e a previsão de retorno de 50% das escolas era para o dia 20/5; de 4%, em 22/5; 20%, em outra data; e 26%, ainda sem previsão.

Entre os fatores que impedem a volta às aulas, 30% das instituições justificam falta de equipe para abrir a escola; 25% delas estão servindo de abrigo; 23%, ainda tem falta de energia elétrica ou água; e são 22% com espaço físico danificado. Os cenários escolares descritos são diversos. Com a experiência advinda a partir da pandemia e outras enchentes, algumas instituições optam por aulas remotas até conseguirem normalizar o atendimento; outras transferem atividades para unidades da rede; e existem as que não foram atingidas, mas precisam se adaptar porque muitos alunos e funcionários ficaram impossibilitados de comparecer. “Em linhas gerais, o que se percebe é um senso de compreensão e resiliência por parte dos gestores, que buscam soluções de forma que não prejudiquem nem os que podem retomar as aulas imediatamente, nem aqueles que precisarão de mais tempo para retomar suas vidas”, observa Dalpiaz.

“O número de escolas ainda sem previsão do retorno às aulas é preocupante, mas estamos trabalhando em conjunto com as entidades representativas da Educação e com o Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS (Sinpro), para analisar formas de recuperação dessas aulas, sempre colocando em primeiro lugar a segurança das pessoas”, destaca o dirigente. E acrescenta que o Sinepe/RS continua vigilante e à disposição para desenhar e executar um projeto de retomada das atividades, buscando ajudar na reconstrução de grande parte do estado, não apenas no ensino, mas em toda a comunidade.