Ensino

Pesquisa revela sucesso na restrição do uso de celular

Sinepe aponta reflexos positivos da legislação na maioria das particulares gaúchas

Colégio Marista Ipanema, na Capital, envolveu alunos na conscientização
Colégio Marista Ipanema, na Capital, envolveu alunos na conscientização Foto : Ricardo Giusti / CP Memória

Um ano após a implementação da lei que restringe o uso de celular no ambiente escolar, as instituições de ensino começam a perceber os impactos da mudança. A maioria avalia que a medida foi positiva para as atividades de ensino e aprendizagem. É o que aponta o levantamento feito em fevereiro deste ano pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado (Sinepe/RS), com a participação de 121 escolas do RS.

A pesquisa mostra que 92% das instituições consideraram que a restrição teve reflexos benéficos no clima escolar; 8% avaliaram efeito neutro; e nenhuma entendeu que a medida foi negativa.

Os resultados também foram percebidos no contexto acadêmico: 91% das instituições observaram ganhos em aprendizagem depois da proibição do celular em aula; enquanto apenas 9% não identificaram alterações.

Implementação

Apesar da avaliação positiva, o estudo indica que o cumprimento da regra segue em processo de consolidação. Para 53% das instituições, a adesão dos alunos é considerada moderada; 38% revelam fácil cumprimento; e 9% têm dificuldades.

O presidente do Sinepe/RS, Oswaldo Dalpiaz, explica que as instituições de ensino já vinham iniciando a conscientização sobre o uso do celular na escola, o que contribuiu para a adaptação à lei. “Hoje, as escolas estão focadas na conscientização sobre o uso do celular, muito mais do que olhar a proibição”, argumenta. E também lembra que a participação das famílias foi considerada relevante no processo.

Apoio familiar

Em 58% das escolas participantes do estudo, os pais apoiaram e reforçaram a restrição em casa; 28% demonstraram apoio parcial; 12% relataram apoio com dificuldades; 3% não se posicionaram; e nenhuma instituição citou resistência direta à medida.

Em geral, as instituições avaliaram a política como positiva: para 82%, a lei deve permanecer como está; 17% sugerem ajustes; 1% acredita que é preciso revisão mais profunda; e nenhuma defendeu o fim da restrição.

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