Foi lançado, nesta quinta-feira, o projeto Infância em Construção, da Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Smed), em parceria com a iniciativa privada sem fins lucrativos, para construir ou reformar 12 escolas no município, com investimento privado de R$ 35 milhões. As novas serão em terrenos públicos disponibilizados pelo município.
Em alguns casos, a gestão das unidades poderá ser da Smed ou das próprias Organizações da Sociedade Civil (OSCs). O lançamento ocorreu no bairro Rubem Berta, ao lado de um terreno na rua Sevilha, com a presença do prefeito Sebastião Melo, do titular da Smed, Leonardo Pascoal, representantes dos institutos parceiros e demais autoridades.
De acordo com ele, esta iniciativa deve resolver de maneira imediata o déficit de 1,8 mil vagas em creches existente hoje em Porto Alegre, já que as unidades abertas devem gerar o mesmo número de oportunidades. Mas, segundo Pascoal, à medida que novas crianças ingressam na rede, este número pode ser variável. De qualquer maneira, a iniciativa Porto da Educação, disse ele, busca gerar sete mil novas vagas até o final de 2028.
“As obras iniciam dentro de alguns dias, e ocorrem sequencialmente, cada uma no seu tempo. A previsão é que até a metade do ano que vem, todas possam estar concluídas, algumas delas já entrando em operação no final do ano letivo”, disse Pascoal, acrescentando que a parceria com a iniciativa privada possibilita uma aceleração no projeto. Os novos colégios ainda terão os nomes definidos, mas dois deles ficarão no bairro Restinga, um no Rubem Berta e outro no Mário Quintana.
Haverá ampliação em sete: EMEB Leopolda Barnewitz, no bairro Cidade Baixa; EMEI Miguel Granato Velasquez (Sarandi); EEI Favo de Mel (Sarandi); IEI Brincando e Aprendendo (Farrapos); IEI Vila União (Sarandi); ECEI Padre Luiz Pedrollo (Partenon) e EEI Eni Medeiros (Jardim Carvalho). Já a Escola Rio Grande do Sul, no Centro Histórico, será reaberta. As parcerias são com o Instituto Jama, Instituto Cultural Floresta, Instituto Franco, Instituto Mari Johannpeter, Instituto Helda Gerdau, Instituto Ling e a organização Alma Mater.
A presidente da Alma Mater, Fernanda Etchepare, disse que desde as enchentes de 2024, a organização viu a necessidade de reconstruir escolas infantis. “Desde janeiro vemos selecionando escolas para participar desta reconstrução e desta ampliação de vagas, e já iniciamos projetos em três que não foram atingidas pelas águas, e que estão nesta listagem”, contou a presidente. A Alma Mater vai trabalhar na Favo de Mel, Vila União e a Brincando e Aprendendo, contribuindo com R$ 5 milhões. Conforme Fernanda, o financiamento foi possível por meio do fundo Reconstrói RS, capitaneado pelo Instituto Ling.