Ensino

Professora deixa a Praça da Matriz depois de nove horas acorrentada

Educadora pedia o pagamento do piso do magistério e não foi recebida por ninguém do Executivo

Educadora pedia o pagamento do piso do magistério
Educadora pedia o pagamento do piso do magistério Foto : André Ávila
A professora Maria Cleni Moraes de Jesus, de Estância Velha, o protesto em frente ao Palácio Piratini, na Capital, depois de nove horas. Desde as 8h, ela permaneceu sentada em um banco e acorrentada. A educadora pedia o pagamento integral do piso nacional do magistério, além de melhores condições de trabalho. A manifestação solitária, mas impactante, o Dia do Professor.

A professora trabalha há 30 anos no magistério, integrando o quadro estadual de ensino há 26. Para as 40 horas semanais, ela recebe R$ 1,6 mil. O valor, lembrou, atinge o piso nacional somente porque há um completivo pago pelo governo do Estado para que ninguém receba menos que a remuneração nacional. O pagamento do piso na integralidade significa que o valor vale como piso, sobre o qual incidem todas as vantagens da categoria, o que não é atingida com o complemento.

A educadora não foi contadada por ninguém do Piratini, mas recebeu a visita de deputados de oposição ao Executivo gaúcho. Disse que o objetivo, lembrar que os professores seguem sem receber o piso, foi atingido. Garantiu que não tinha a pretensão de ser ouvida na sede do governo do Estado.

O Cpers/Sindicato divulgou nota com críticas ao governo Tarso Genro e afirmando que os professores seguem enfrentando "realidade dura", pelo não cumprimento de leis e perseguição política por lutarem pelo que defendem.

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