Com a presença de mais de 10 mil professores estaduais, a categoria decidiu em assembleia realizada na manhã desta terça-feira no ginásio Gigantinho aprovar uma paralisação de três dias nas escolas do Rio Grande do Sul. A greve faz parte das mobilizações dos servidores estaduais em razão do parcelamento de salários realizado pelo governo Sartori.
A presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar, disse que se o governo estadual não pagar os salários de agosto na integralidade e não retirar os projetos de lei que atacam os servidores públicos da Assembleia Legislativa, o magistério gaúcho retomará a greve nos dias 31 de agosto e 1º, 2 e 3 de setembro. Para Helenir Aguiar, há oito meses os funcionários públicos estão sendo vítimas dos ataques do governo estadual.
“O governador não teve hombridade e coragem de ir a uma entrevista coletiva explicar o parcelamento dos nossos salários. Estamos aqui com esse Gigantinho lotado para mostrar a nossa força”, ressaltou.
A assembleia do magistério contou com presença de representantes de outras categoria. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sindsepe), Cláudio Augustin, afirmou que o governo do Estado deveria ir atrás dos sonegadores de impostos e parar de perseguir os servidores. Já o presidente da Abamf, Leonel Lucas, disse que o governador Sartori com o ato de parcelamento dos salários conseguiu unificar todas as categorias de servidores públicos.
A presidente do Cpers, Helenir Aguiar, destacou que a categoria voltará ao trabalho na próxima segunda-feira disposta a fazer novas paralisações caso seja necessário. “A mobilização será intensa em todo o Rio Grande do Sul. Retornaremos às escolas na outra semana, mas dispostos a fazer outra paralisação em caso de novo atraso”, acrescentou.
Em razão da assembleia do magistério, as escolas estaduais não tiveram aulas. Os colégios Júlio de Castilhos, Protásio Alves, Inácio Montanha e Instituto de Educação General Flores da Cunha amanheceram com cartazes de apoio aos servidores como “Respeite e valorize a profissão que forma cidadãos: o professor”, “+ Escolas padrão Fifa” e “Não trabalho por amor. Trabalho com amor! Nos dê valor governador”.
Após a assembleia, os professores estaduais iniciaram uma caminhada em direção ao Centro de Porto Alegre pelas avenidas Padre Cacique e Borges de Medeiros onde se encontraram com os demais servidores estaduais, que realizam uma assembleia conjunta no largo Glênio Peres nesta tarde.
Professores aprovam greve de três dias no Rio Grande do Sul
Decisão foi tomada em assembleia no final da manhã desta terça