Ensino

Professores cogitam greve após protesto sem retorno de secretários

Cpers pede que governo pressione o Congresso Nacional para liberação de royalties do petróleo<br />

Professores do Estado cogitam greve, após protesto sem retorno de secretários
Professores do Estado cogitam greve, após protesto sem retorno de secretários Foto : André Ávila
Depois de protesto no Centro de Porto Alegre, na manhã desta sexta-feira, sem negociação com as secretarias da Fazenda e da Educação do Estado, o Cpers Sindicato ameaça decretar greve dos professores. A exigência é de que os responsáveis pelas pastas, secretários Giovani Feltes e Vieira da Cunha, participem de uma reunião marcada para daqui a duas semanas. Hoje, apenas o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, recebeu uma comissão dos manifestantes no Palácio Piratini.

“Hoje foi a última vez que viemos para negociar com o governo sem a mesa que queremos, com secretários da Casa Civil, Educação e Fazenda. Demos o recado e o tempo até dia 8 de maio. Se não construírem a mesa, vamos interpretar como o governo fechando as negociações. Aí, vamos ter que partir para uma radicalização, que pode chegar à greve”, afirmou a presidente do Cpers, Helenir Shürer.

Os professores cobram, principalmente, o cumprimento do piso nacional do Magistério pelo governo do Estado. Mesmo com a contenção de verbas, reforçada hoje pelo anúncio de atraso do pagamento da dívida com a União, o Cpers afirma que o PMDB gaúcho poderia ajudar a pressionar o Congresso Nacional pelos recursos dos royalties do petróleo. 

A manifestação do Cpers partiu na manhã desta sexta-feira da frente da sede do sindicato, na avenida Alberto Bins, e permaneceu até depois das 11h na avenida Mauá, em frente à Secretaria da Fazenda. O prédio histórico foi adesivado com chaves que simbolizam a abertura dos cofres do Estado. Sem sucesso ao tentarem reunir Feltes e Vieira para uma reunião, partiram até o Piratini, no final da manhã, onde Biolchi apresentou o dia 8 de maio como nova data para negociação.

A caminhada na Capital reuniu cerca de 1,5 mil professores, representantes de centrais sindicais e de partidos de oposição como PSol e PSTU. O Projeto de Lei da Terceirização (PL 4330/04) e a precarização dos planos de saúde do IPE (Instituto de Previdência do Estado) também foram criticados.