Após uma reunião entre representantes dos professores estaduais e do governo do Estadona manhã desta terça, em Porto Alegre, a categoria decidiu manter a greve. O encontro no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff) terminou sem acordo.
Além de cobrarem reajustes salariais, os professores exigem que o Executivo retire ao menos três projetos em andamento. O mais polêmico é o PL 44, que prevê transformar entidades civis em organizações sociais, para parcerias com o governo em serviços públicos. Em audiência pública, ontem, na Assembleia Legislativa, diversas categorias do funcionalismo público estadual apresentaram uma carta aberta contestando a possibilidade de que o PL amplie a intervenção da iniciativa privada em serviços públicos.
Outras propostas do governo questionadas pelo Cpers retiram benefícios de professores que trabalham em escolas de difícil acesso e de dependentes dos planos de saúde do Instituto de Previdência do Estado (IPE). A adesão à greve é estimada pelo sindicato em cerca de 70% da categoria.
Em ato organizado pelo Cpers nessa segunda-feira, na Praça da Matriz, os professores estaduais lamentaram a possível saída de Vieira da Cunha da secretaria da Educação do Estado. Embora o pedetista ainda não tenha oficializado o anúncio, a exoneração do cargo será necessária para que ele concorra à Prefeitura de Porto Alegre. O temor dos educadores, que entram na terceira semana de greve, é de que a mudança prolongue ainda mais a negociação.
Professores decidem manter greve no Rio Grande do Sul
Encontro no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff) terminou sem acordo