Para a diretora do Sinpro/RS, Cecília Farias, não se pode admitir que em um espaço de construção do conhecimento haja um equipamento de controle. "Nós consideramos que a sala de aula é um espaço privilegiado de alunos e professores e é importantíssimo que este espaço não seja vigiado, pois é um espaço de construção do conhecimento, sendo a câmera de vídeo um objeto artificial", defendeu.
Já o Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS) diz ainda não ter posição fechada sobre o tema. Entretanto, o presidente da entidade, Osvino Toillier, adianta que considera as câmeras uma agressão à privacidade das salas de aula.
Na próxima semana, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa deve voltar a discutir o tema e consultar os conselhos de educação do Estado e de municípios sobre o assunto. Caso as entidades se manifestem contrárias às câmeras, a presidente da comissão, deputada Ana Affonso, do PT, adianta que construirá um projeto de lei na tentativa de proibir a vigilância dentro das salas de aula.