Os professores da rede estadual de ensino decidiram nesta terça-feira entrar em greve contra o parcelamento de salários. A decisão foi votada em uma assembleia geral da categoria realizada na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini.
A greve deve durar pelo menos três dias, até a sexta-feira, quando uma nova assembleia será realizada pela categoria. “Nós vamos fazer, após essa nossa decisão, um desafio ao governador (José Ivo) Sartori: abra as contas do governo. Podemos sentar e levar um economista, mas mostre as contas para nós. Prove que não tem dinheiro ou deixe de ser caloteiro, mentiroso, e pague o nosso salário em dia”, afirmou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.
No início do ato, professores fizeram uma avaliação dos governos do Estado e federal, em que criticaram cortes na Educação e pediram “fora Sartori” e “fora Temer”. “Sem salário não tem trabalho”, informava uma faixa do Cpers. Além da greve, a categoria aprovou também uma pauta de mobilizações, que inclui outras sete ações (veja abaixo).
Confira o vídeo do Cpers com a votação que aprovou a greve:
O que foi aprovado na assembleia do Cpers:
1) Realizar uma greve geral até sexta-feira, quando será realizada uma nova assembleia;
2) Realizar uma audiência pública contra a criminalização dos movimentos sociais;
3) Definir com eixos políticos contra o ajuste fiscal, parcelamento salarial, Lei Kandir, fora Temer e fora Sartori;
4) Unificar a luta com os municipários e participar do ato deles nesta terça-feira, às 16h, no Paço Municipal;
5) Participar do ato do Fórum de Defesa da Previdência, também nesta terça-feira, na Esquina Democrática, às 16h30min;
6) Realizar ações nas câmaras municipais pressionando os vereadores;
7) Montar varal com contracheques expondo os salários dos professores e funcionários, esclarecendo à população o que representam os salários frente ao que é dado de incentivo fiscal e sonegação no Estado;
8) Moção de solidariedade às duas professoras municipais de Canoas colocadas à disposição por defenderem um aluno do quinto ano agredido pela polícia dentro da própria escola.
Professores estaduais decidem entrar em greve
Paralisação deve durar três dias, até uma nova assembleia na sexta-feira