Professores estaduais protestam pela abertura de matrículas do Neeja, EJA e de cursos técnicos

Professores estaduais protestam pela abertura de matrículas do Neeja, EJA e de cursos técnicos

Em meio à pandemia da Covid-19, segundo o Cpers, o governo proibiu a abertura de novas vagas nestas modalidades

Cláudio Isaías

Ato ocorreu em frente ao Palácio Piratini nesta terça-feira

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Como parte do Dia Nacional de Lutas da Educação, os professores estaduais realizaram um protesto na frente do Palácio Piratini. Os educadores pediram a abertura das matrículas do Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Neeja), de Educação de Jovens e Adultos (EJA)  e dos cursos técnicos. Os manifestantes que mantiveram o distanciamento em função da Covid-19 estava com cartazes com as seguintes mensagens: "Escola do RS resiste", "Nenhum aluno a menos" e "Escolas fechadas. Vidas preservadas". 

A presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, disse que a entidade defende a abertura imediata das matrículas. "O nosso receio é que o governo estadual não abra mais vagas para os EJAs , Neejas e cursos técnicos em 2021. É um retrocesso caso isso venha acontecer", ressaltou.  

No interior do Estado, a manifestação foi realizada nas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). Depois do ato no Palácio Piratini, os professores seguiram até a Escola Estadual de Ensino Fundamental Estado do Rio Grande do Sul ocupada pela comunidade escolar, na rua Washington Luiz, prestar solidariedade aos professores e funcionários que estão no local. 

Em meio à pandemia da Covid-19, segundo o Cpers, o governo proibiu a abertura de novas vagas nas modalidades da EJA, Neeja e cursos técnicos em escolas estaduais. Conforme Helenir Aguiar, a não liberação de matrículas impede a criação de turmas, reduz carga horária de professores, deixa contratados à margem do desemprego e faz com que trabalhadores sejam remanejados para outras escolas sem qualquer organização prévia. 

Dezenas de milhares de estudantes, em sua maioria de baixa renda e em situação de vulnerabilidade agravada pela pandemia, serão prejudicados pelas determinações. Se o impedimento permanecer, muitos terão negado o direito constitucional à educação. O ato também divulgou o abaixo-assinado lançado pelo Cpers/Sindicato no final de semana que será entregue ao Ministério Público estadual. Desde o sábado passado, cerca de três mil assinaturas já foram coletadas.

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) informou nesta terça-feira que respeita as manifestações democráticas. Ainda, ressalta que todas as iniciativas de retorno gradual das aulas, por meio da implantação das aulas remotas, visam garantir a proteção da vida de professores, servidores e alunos da Rede Estadual de Ensino.


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