Centenas de professores estaduais e alunos se reuniram no final da manhã desta terça-feira para uma vigília na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, para protestar contra o parcelamento dos salários. Com faixas e cartazes, os manifestantes criticavam a atitude do governador José Ivo Sartori de não pagar integralmente os vencimentos.
Além disso, a mobilização, articulada pelos núcleos 38 e 39 do Cpers/Sindicato, de Porto Alegre, buscou evidenciar como as ações de Sartori tem prejudicado a educação no Estado, como projetos de lei que tiram benefícios de servidores. Em um dos cartazes aparecia a foto do governador com os dizeres “Reprovado. Inimigo da educação”, que faz parte da mobilização que pede o impeachment de Sartori. Outro trazia a frase “Trabalhamos com amor, mas amor não enche barriga”.
Segundo a diretora do 38º núcleo, Terezinha Bullé da Silva, afirma que há profissionais que não conseguem nem pagar o transporte para irem às escolas e nem quitar contas básicas. “A nossa indignação é muito grande. O governo aplica no Estado o mesmo modelo que está sendo feito no âmbito federal e quem paga a conta são os servidores”, afirmou ela.
O governo do Estado parcelou o pagamento dos salários, na segunda-feira houve a quitação da terceira e a quarta faixas dos salários dos funcionários do Poder Executivo. Com isso, o total pago a cada servidor chega a R$ 780. O valor líquido da folha neste mês fechou em R$ 995,6 milhões. Segundo a Secretaria da Fazenda, o pagamento de novas faixas será de acordo com o ingresso de receitas. A previsão é que os salários sejam quitados até o dia 16 de novembro.
Professores fazem vigília em protesto contra parcelamentos de salários
Governador José Ivo Sartori foi chamado de "inimigo da educação" durante manifestação