Ensino

Professores federais encerram greve nacional

Movimento da categoria, que durou cerca de 60 dias, chega ao fim no país; acordo com o governo será assinado nesta quarta-feira

Foto : Andes / Divulgação / CP

No último domingo (23/6), professores de universidades e institutos federais chegaram a um acordo junto ao governo federal, encerrando a greve iniciada há cerca de 60 dias. A decisão foi aprovada em 35 das 55 assembleias regionais realizadas pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

Em assembleias estaduais, a categoria resolveu pelo aceite da última proposta apresentada pelo governo, que, apesar de definir reajuste zero em 2024, determinou elevação do reajuste linear, de 9% em 2025 e 3,5% em 2026. “Embora insuficiente, reconhecemos ser esta a proposta que preserva o saldo político e organizacional positivo da greve” declarou o Andes-SN, em comunicado. A entidade também ressaltou que o movimento grevista possibilitou a ampliação da mobilização docente e do debate sobre as questões pertinentes à categoria.

Conforme o Sindicato, o fim da greve teve início na última segunda-feira (24/6), e deve se consolidar plenamente até 3/7. Já a assinatura do acordo com o governo federal ocorrerá na quarta-feira (26/6). “O balanço das Assembleias Gerais indica que esse movimento histórico alcançou seu limite e que estamos no momento de seguir a luta por outras frentes”, destacou.

Institutos Federais

Os técnicos e docentes de institutos federais, reunidos sob o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), também decidiram acatar a proposta do governo federal e encerrar a greve, que persistia há quase três meses. Segundo o Sindicato, o movimento foi o maior da história da categoria: atingiu 562 das 682 unidades federais de Ensino Básico, Profissional e Tecnológico.

Em comunicado, o Sinasefe comemora o aumento dos repasses às Instituições Federais de Ensino (IFEs), a criação da Política Nacional de Assistência Estudantil e a previsão de reajuste para 2025 e 2026 — apesar de ser “muito aquém das perdas acumuladas e daquilo que foi reivindicado pela categoria”, declara. “O espírito é de dever cumprido”, afirma o Sindicato, “apesar da intransigência do Governo, das tentativas de desqualificação e das pressões sofridas durante a greve”.

Servidores

Já os servidores técnico-administrativos de universidades federais continuam em greve. Segundo o último informe divulgado pela Fasubra, federação que representa a categoria, 76 das 77 entidades filiadas desejam continuar com o movimento paradista. Apenas o Sindipampa, ligado à Universidade Federal do Pampa (Unipampa), não informou decisão à Federação. A maior parte das bases da entidade requer nova reunião junto ao governo federal.

Proposta acatada

  • Dá 2 reajustes salariais: de 9%, em 2025 e 3,5%, em 2026
  • Aumenta salário de ingressantes na carreira docente
  • Revoga ampliação da carga horária semanal em sala de aula
  • Libera controle de frequência
  • Eleva vale-alimentação, auxílio-saúde e auxílio-creche