Ensino

Professores pedem nulidade de assembleia que definiu fim da greve

Grupo repudiou postura da direção do Cpers na contagem dos votos

Professores pedem nulidade de assembleia que definiu fim da greve
Professores pedem nulidade de assembleia que definiu fim da greve Foto : Samuel Maciel
Dezenas de professores estaduais protestaram na sede do Cpers/Sindicato nesta segunda-feira para pedir a nulidade da assembleia realizada na semana passada. O grupo leu e entregou uma carta à presidente da entidade Helenir Aguiar Schürer repudiando a postura da direção na contagem dos votos. “Pelo contraste visual era possível identificar que a maioria queria a continuidade da greve”, observou o professor de Filosofia dos colégios estaduais Julio de Castilhos e Anne Frank, Osmar Tonine.

A assembleia dos professores ocorreu no Pepsi On Stage na sexta-feira e acabou com confusão. Ficou definida a retomada das aulas nesta segunda, mas parte dos servidores resolveu manter a paralisação. A vice-diretora do Colégio Estadual Cônego Paulo de Nadal, Katiana Pinto dos Santos, disse que não houve aula hoje e, a partir de quarta-feira, será horário reduzido.

No Colégio Estadual Protásio Alves Protásio Alves, as atividades terminaram antes. O grupo fez um abaixo-assinado para pedir a realização de nova assembleia geral extraordinária no dia 9 de outubro para tratar, entre outros assuntos, da deliberação acerca da greve da categoria. Helenir recebeu os professores, que leram a carta de repúdio à direção central do Cpers.

Helenir disse que não houve recontagem dos votos por conta da confusão que se estabeleceu. “Todo mundo viu o que aconteceu”, observou. “A greve está encerrada. As pessoas são adultas e tomam suas decisões”, afirmou sobre a postura de uma parte da categoria que queria continuar com a greve. Nesta terça-feira, os servidores devem se reunir, a partir das 7h, na Praça da Matriz e depois acompanhar a apreciação dos projetos na Assembleia Legislativa.