Dezenas de professores estaduais protestaram na sede do Cpers/Sindicato nesta segunda-feira para pedir a nulidade da assembleia realizada na semana passada. O grupo leu e entregou uma carta à presidente da entidade Helenir Aguiar Schürer repudiando a postura da direção na contagem dos votos. “Pelo contraste visual era possível identificar que a maioria queria a continuidade da greve”, observou o professor de Filosofia dos colégios estaduais Julio de Castilhos e Anne Frank, Osmar Tonine.
A assembleia dos professores ocorreu no Pepsi On Stage na sexta-feira e acabou com confusão. Ficou definida a retomada das aulas nesta segunda, mas parte dos servidores resolveu manter a paralisação. A vice-diretora do Colégio Estadual Cônego Paulo de Nadal, Katiana Pinto dos Santos, disse que não houve aula hoje e, a partir de quarta-feira, será horário reduzido.
No Colégio Estadual Protásio Alves Protásio Alves, as atividades terminaram antes. O grupo fez um abaixo-assinado para pedir a realização de nova assembleia geral extraordinária no dia 9 de outubro para tratar, entre outros assuntos, da deliberação acerca da greve da categoria. Helenir recebeu os professores, que leram a carta de repúdio à direção central do Cpers.
Helenir disse que não houve recontagem dos votos por conta da confusão que se estabeleceu. “Todo mundo viu o que aconteceu”, observou. “A greve está encerrada. As pessoas são adultas e tomam suas decisões”, afirmou sobre a postura de uma parte da categoria que queria continuar com a greve. Nesta terça-feira, os servidores devem se reunir, a partir das 7h, na Praça da Matriz e depois acompanhar a apreciação dos projetos na Assembleia Legislativa.
Professores pedem nulidade de assembleia que definiu fim da greve
Grupo repudiou postura da direção do Cpers na contagem dos votos