Ensino

Professores voltam às aulas antes de nova paralisação

Alunos mostraram preocupação com prolongamento do calendário

Algumas escolas não abriram nesta segunda-feira
Algumas escolas não abriram nesta segunda-feira Foto : Samuel Maciel
A maioria dos professores estaduais voltou às aulas nesta segunda-feira no Estado, mas eles devem parar nesta terça-feira novamente para acompanhar a votação de projetos do governo que serão apreciados na Assembleia Legislativa. Mesmo com a decisão da categoria de encerrar a greve este semana, alguns colégios não tiveram aula. Os docentes da Escola Estadual Ensino Fundamental Duque de Caxias, no bairro Azenha, em Porto Alegre, fizeram reunião para definir as atividades. Mas alguns alunos não sabiam e tiveram que voltar para casa.

“A gente veio, mas não teve aula”, reclamou Jéssica Terragno, 13 anos, da 7ª série. Ela e a colega Jenifer Mello da Silva, 14 anos, ficaram do lado de fora da instituição. Ambas estavam preocupadas com o prolongamento do calendário escolar, por conta da necessidade de recuperação de horas. “Estão falando que vai até janeiro. Estava planejando ir para a praia”, contou uma delas.

A coordenadora regional de educação da 1ª CRE, Sônia D’Ávila, esteve no colégio para procurar saber o motivo de os professores não darem aula, mesmo após a decisão da assembleia da categoria ter definido pelo retorno às atividades. “Estamos estranhando”, declarou. A vice-diretora Marys Saldanha argumentou que a escola já havia adotado o posicionamento de fazer reunião no retorno ao trabalho. “Não estamos contra a categoria”, afirmou.

A Escola Estadual de Ensino Médio Padre Reus, no bairro Tristeza, na Sul de Porto Alegre, amanheceu fechada nesta segunda. No site da instituição, uma nota informava sobre decisão da equipe diretiva, que optou por fazer reunião hoje. Nesta terça-feira também não haverá aula, porque os professores estarão na Assembleia Legislativa com o restante do funcionalismo público. As atividades só serão retomadas nesta quarta-feira.

A Secretaria Estadual da Educação orientou as direções para protocolar junto às coordenadorias regionais a proposta de calendário, assim que for normalizada a situação. As datas devem ter a concordância dos pais. A legislação prevê a carga horária mínima de 800 horas para o Ensino Fundamental e Ensino Médio noturno. No Ensino Médio diurno, são 1 mil horas. Em ambos os casos, as aulas precisam estar distribuídas em, no mínimo, 200 dias letivos.