Ensino

“Provavelmente teremos que fazer greve para avançar”, afirma presidente do Cpers

Pagamento do piso e chamamento de aprovados em concurso estão entre as pautas da categoria

Presidente do Cpers acredita em possível greve
Presidente do Cpers acredita em possível greve Foto : André Ávila
Às vésperas da primeira assembleia geral dos professores do Estado, que ocorrerá na tarde desta sexta-feira, a presidente do Cpers admite que o sindicato poderá fazer uso das greves caso não evoluam as negociações salariais com o Piratini. A possibilidade, até então distanciada nesses  oito meses de gestão de Helenir Schurer, já aparece no horizonte da sindicalista que ainda não recebeu do Governo do Estado uma perspectiva de pagamento integral do piso nacional do magistério. Segundo ela, a opção, considerada como último recurso, se mostra cada vez mais próxima.

“Nem tudo serão flores na negociação. Nós vamos chegar no tempo do tensionamento e que está se aproximando. A greve não está fora do nosso horizonte. O que está fora é fazer uma greve esvaziada que nos derrote. O objetivo nosso é que tenha tranquilidade no ano escolar. O que a gente vislumbra é que não vai ser só na vontade de que isso aconteça, que isso vai acontecer. Provavelmente nós teremos que ter uma ação mais radicalizada e fazer uma greve para avançar”, afirma Helenir.

Além da pressão direta sobre o Piratini, a sindicalista argumenta que um dos pedidos ao governador José Ivo Sartori é para que atue politicamente para que seus aliados, em Brasília, aprovem a partilha dos royalties do petróleo entre todos os estados da nação.

A pauta de reivindicações da categoria para este ano foi aprovada ontem e inclui, além do pagamento do piso em sua integralidade (atualmente é pago por complemento), os professores reivindicam o chamamento dos funcionários aprovados em concurso realizado em dezembro do ano passado e a abertura de concurso para merendeira e setores de limpeza. Sobre o piso, a presidente destaca que, ao menos, emergencialmente, a categoria espera o pagamento integral do último reajuste de 13%.

A expectativa da sindicalista é de comparecimento de 6 mil professores, dos 80 mil filiados. Segundo Helenir, na última assembleia geral da categoria, menos de mil professores participaram.