Há cinco anos aguardando pela reforma do telhado, a Escola Estadual Luciana de Abreu, em Porto Alegre, enfrenta problemas de infiltração e risco de danos na rede elétrica, mobiliário e pintura. O caso da instituição já é monitorado desde o primeiro relatório da #OperaçãoDeverdeCasa, que foi entregue ao poder executivo pela presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputada Sofia Cavedon.
A parlamentar, que tem visitado escolas do RS com problemas de infraestrutura, assinala que “a situação é precária e se arrasta”. Também à frente da ferramenta on-line de Monitoramento das Obras Escolares, Sofia critica que, mesmo com a situação emergencial, a escola não consta na lista do Governo que elencou instituições prioritárias para reforma.
A diretora da instituição, Maria Rita Cezimbra, relata que a Secretaria da Educação visitou o local diversas vezes, mas não foram encaminhadas providências para resolver o caso. “Com o tempo essa pequena goteira se expandiu e está chovendo tanto que a sala está interditada há dois anos”, lamenta, acrescentando que o volume de água intenso chega a alagar a sala do andar debaixo, que também está sendo interditada. “Está insalubre, como vou deixar crianças no meio do alagamento? Não tenho salas vazias para fazer a transferência e, agora, passamos os alunos para uma sala de vídeo pequena.”
As salas afetadas estão localizadas no térreo e 2º andar. Com as interdições, 25 alunos do 2º ano do Ensino Fundamental precisaram ser realocados para outra sala. Ainda, o acúmulo de água escorre para o refeitório da escola e as goteiras também estão localizadas acima de ventiladores de teto e soquetes de lâmpadas. “Fica muito escorregadio, é um risco para as crianças e para danos nos equipamentos.”
Falta de recursos humanos também preocupa
Além disso, a diretora aponta necessidade de reforma na quadra esportiva, contratação de profissional para limpeza, monitoria e biblioteca. “A equipe de limpeza é composta por duas pessoas apenas, tenho somente uma monitora para 7 crianças com deficiência, que possuem laudo e avaliação que precisam de atendimento.” Atualmente, a escola atende aproximadamente 150 alunos do Ensino Fundamental em turno integral, das 8h às 18h.
A Secretaria de Obras Públicas do RS informou, em nota, que uma vistoria foi realizada em abril deste ano na escola e “não constatou emergencialidade”. Explica que “há necessidade de elaboração de um projeto para a revitalização da cobertura e dos forros, mas sem comprometimento ao atendimento”.
Já a Secretaria da Educação esclarece que tramitam duas demandas para reforma do telhado. Uma emergencial, para solucionar infiltrações, com a troca de telhas, que será realizada por meio de suplementação da verba de autonomia financeira. E a outra sobre a reforma geral da cobertura, em fase de elaboração de projeto. Sobre a falta de recursos humanos, argumenta serem “casos pontuais, que serão supridos por meio de ampliações de carga horária e gerenciamento da própria região”.