Alunos, professores e demais membros da comunidade escolar seguem sem respostas e aguardam há mais de 1 ano e meio pela reforma do pavilhão D, do Colégio Estadual Cecília Meireles, em Viamão. O espaço, que abrigava quatro salas de aula, atendendo 35 alunos à tarde e outros 45 estudantes pela manhã (do sexto e sétimos anos), foi destruído com queda de uma árvore durante um severo temporal em maio de 2023 deixando o local totalmente fora de uso. Os estudantes precisaram ser remanejados para outros locais da instituição e, de acordo com a direção da escola, até hoje é aguardada uma vistoria técnica, levantamento dos estragos e, por fim, uma definição do reparo.
O vice-diretor do turno da manhã, Henrique Lopes Palmira, questiona providências já que se passaram quase 20 meses e nada foi feito. “A área foi isolada pela equipe de manutenção e serviços da própria escola. Também solicitamos o desligamento da energia no local por conta das portas de metal. A orientação inicial do Estado foi que esticássemos uma lona, para evitar mais danos. Entretanto, não o fizemos porque não valeria a pena diante dos custos.” Palmira apela à Secretaria para que dê autorização à direção da escola afim de que promova o conserto, com a liberação de verbas.
“Não temos autorização para firmar parcerias e agilizarmos por conta própria a situação. Queremos este aval para realizar o levantamento dos estragos e também a limpeza da área, que está com mato alto e o restante do telhado pendente.” A falta dos espaços interfere no método de ensino-aprendizagem dos estudantes, que precisam dividir as salas entre turnos. O Colégio Estadual Cecília Meireles atualmente atende 1.050 alunos do ensino fundamental e médio, nos três turnos.
Sobre a reforma ou possível construção de um novo prédio, a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) informou que empresa anterior desistiu e um novo processo para a contratação de outra empresa deve ser aberto. A Seduc ainda avalia os danos e não há definição de prazos.