Ensino

Reunião termina sem acordo e professores ocupam o CAFF

Greve do magistério continua por tempo indeterminado

Greve do magistério continua por tempo indeterminado
Greve do magistério continua por tempo indeterminado Foto : Alina Souza
*Com informações da repórter Samantha Klein

Não houve acerto entre o governo do Estado e o Cpers quanto à greve do magistério. De acordo com os professores, o Piratini apresentou as mesmas propostas da última vez em que as partes se encontraram. Na reunião desta segunda-feira, o Executivo voltou a frisar que o reajuste salarial é inviável. Diante do impasse, o comando de greve ocupou o auditório Paulo Freire do prédio do Centro Administrativo Fernando Ferrari e informou que só sairá quando for apresentada uma “proposta concreta” à categoria.

“Pedimos para os representantes do governo que voltem a discutir realmente uma proposta”, disse a presidente do Cpers, Helenir Schürer. Além do reajuste, o grupo também pede a retirada do PL/2016, que qualifica entidades como organizações sociais e, na visão dos professores, irá precarizar o serviço público. Também pedem a revogação da portaria do Difícil Acesso e a questão de um terço da hora atividade. São duas coisas que não precisam de dinheiro para acontecer. O discurso da crise não se sustenta. Só precisa de vontade política. Este governo está demonstrando total intolerância”, salientou Helenir.

O texto do PL 44/2016 está na Assembleia Legislativa e também mobiliza a ocupação de alunos no parlamento gaúcho.

Os professores encontraram-se com o secretário da Educação, Luís Antônio Alcoba, e o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi. Foi a quarta reunião desde o início da paralisação do magistério, que já chega à quinta semana.

Em nota divulgada mais tarde, o governo do Estado afirmou que não dará prosseguimento às negociações até que haja a desocupação, “conforme estabelecem as práticas da convivência democrática”.