RS registra gradativo retorno escolar

RS registra gradativo retorno escolar

Na capital, 60% dos estudantes de escolas municipais já voltaram às aulas; na rede estadual, a previsão é de que 70% dos alunos retornem até sexta-feira (24)

Correio do Povo

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Esta semana registra o retorno gradual e crescente de instituições de ensino públicas e privadas no Estado. Em Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informa que são 58 escolas próprias e 142 conveniadas que retomaram suas atividades até ontem (21/5), representando cerca de 60% dos estudantes da capital. O reinício das aulas ocorre em todas as unidades que não foram atingidas diretamente pelas cheias e que contam com abastecimento de água e energia elétrica.

Como o Ministério de Educação (MEC) flexibilizou o calendário escolar do Rio Grande do Sul, a orientação da Smed é que, neste primeiro momento, as escolas ofereçam atividades lúdicas e recreativas, além de garantir acolhimento e refeições aos alunos. Haverá registro de presença escolar, justificando-se a ausência dos atingidos pela enchente; assim como servidores atingidos diretamente poderão atestar suas ausências. A Secretaria prevê que, para esta semana, o ensino volte em mais dez escolas próprias e 20 conveniadas, na quarta-feira (22/5); e uma própria e dez conveniadas, quinta-feira (23/5). E até sexta-feira (24/5), a retomada letiva deverá ser de 70% dos alunos.

Na rede estadual, apenas as Coordenarias Regionais de Educação (CREs) de Porto Alegre e de Canoas ainda não puderam reiniciar as aulas. No entanto, devem voltar gradativamente, já a partir desta semana. E nas particulares, o recente levantamento do respectivo Sindicato (Sinepe/RS) indica que apesar de a maioria das escolas terem voltado às aulas, 26% ainda não têm previsão. A justificativa seriam dificuldades como falta de equipe para abrir a escola (30%) , serve de abrigo (25%), tem falta de energia elétrica ou água (23%) ou está com espaço físico danificado (22%).

Panorama de escolas públicas

Municipais de Porto Alegre

  • Praticamente todas as 99 escolas próprias e as 219 parceirizadas foram atingidas.
  • São 14 escolas próprias e 12 da rede conveniada que estão total ou parcialmente alagadas, com registros de grande perda de infraestrutura. E outras 11 próprias, e 53 conveniadas têm danos, como destelhamentos parciais e infiltrações.
  • Estão operando como abrigos, duas escolas próprias de Ensino Fundamental: Aramy Silva (bairro Camaquã) e Grande Oriente do Rio Grande do Sul (Rubem Berta).

Estaduais

  • São 1.059 escolas afetadas (danificadas, servindo de abrigo, com problemas de transporte ou acesso e outros), localizadas em 248 municípios.​
  • Os problemas envolvem 29 Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), impactando 378.981 estudantes, sendo 566 escolas danificadas, com 217.396 matriculados.
  • Servem de abrigo 79 escolas.
  • Das 2.340 escolas estaduais, 1.809 (77,3%) já retornaram às aulas; e faltam 531 (22,7%), com 439 delas sem data prevista.
  • O retorno às aulas ainda não ocorre em duas CREs (1ª - Porto Alegre; e 27ª - Canoas, com volta gradual a partir de 22/5)
  • Dos 741.831 estudantes, 529.523 (71%) já têm aulas; e ainda aguardam 212.271 (29%), sendo 171.622 deles sem data prevista.



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